Na última quarta-feira, dia 04/06/2025, tivemos a honra de receber de volta ao campus, Gabriel Carrê, egresso da LF que se formou em 2022.1.
Gabriel compartilhou um pouco sobre seu desenvolvimento profissional e acadêmico após se formar no curso.
Começou sua docência ajudando alunos a estudarem para o vestibular da Uerj e atuando com aulas online para o projeto piloto de um curso preparatório pelo Discord, além de videoaulas disponibilizadas no Youtube. Essa experiência inicial rendeu frutos, entre eles, um estudante que agora cursa a Licenciatura em Matemática do IFRJ/Campus Nilópolis. Ao mesmo tempo, Gabriel prestou o vestibular da Uerj e foi aprovado para Engenharia Elétrica, o que ele está cursando desde que se formou na LF.
Gabriel compartilhou também sua primeira experiência presencial em uma escola em Nova Iguaçu. Contou uma série de desafios, entre eles o de chamar a atenção dos alunos, dizendo que não há uma receita básica para isso. Uma das estratégias utilizadas é o uso de reels/shorts de pequenos vídeos que ilustram algo sobre o que está sendo discutido em sala de aula, além de proposta de pesquisas extras como atividade avaliativa. Se empenha principalmente na montagem de experimentos, dizendo que são “várias coisinhas que vamos levando na bagagem” e vão sendo aprendidas no decorrer da experiência profissional.
Outro desafio relatado foi em relação às provas e preparação de questões, tarefa que desempenha com muito cuidado e dedicando bastante tempo. Ressalta que é muito importante o professor entender como o aluno se expressa nessas avaliações, como o aluno está raciocinando.
Participantes da Roda de Estágios da LF com egressos do dia 04/06/2025.
Gabriel também deu algumas dicas para os licenciandos e as licenciandas, entre elas: procurar durante a graduação o que podem fazer com fins de inserção profissional, o que é relevante também para montar currículo, uma vez que o mercado está muito exigente com a experiência dos candidatos; desenvolver flexibilidade, uma vez que há vários perfis diferentes de alunos numa mesma sala de aula.
A roda se encerrou com Gabriel desabafando que é muito difícil fazer a segunda graduação na Uerj e trabalhar como professor, ainda mais considerando as grandes distâncias e o tempo de deslocamento entre as atividades. Avalia, por fim, que o curso do IFRJ fornece uma base boa para concursos, sendo a dificuldade dos egressos que se candidate a eles a adequação ao que a banca exige.
Nesta série de postagens, serão apresentadas algumas informações sobre como é a estrutura de gestão democrática do IFRJ. Os links para acompanhamento de informações oficiais no Portal do IFRJ serão fornecidos. Nesta terceira postagem, falaremos um pouco sobre a estrutura de gestão democrática à nível dos campi do IFRJ: o Colegiado de Campus(CoCam) e outros Conselhos (no caso do Campus Nilópolis: o Conselho Administrativo e o Conselho de Ensino, pesquisa e Extensão – CEPE).
Colegiado de Campus (CoCam)
Cada campus do IFRJ tem um Colegiado de Campus, órgão consultivo com atuação exclusiva no âmbito de cada um deles. O objetivo do CoCam é contribuir “no planejamento, na gestão e no desenvolvimento integrado e interdisciplinar dos campi do IFRJ, assessorando e exarando pareceres para subsidiar a gestão do campus de naturezas didático-pedagógica e administrativa” (texto do Art. 24 do Regimento Geral do IFRJ).
Alguns exemplos de questões que podem ser pautadas no CoCam: avaliação de propostas de criação e extinção de cursos, bem como de atualização e reformulação dos cursos vigentes; propor encaminhamentos para a construção, a execução e a atualização do Projeto Político Pedagógico do IFRJ; avaliar a aplicação da dotação orçamentário do campus; emitir parecer sobre contratação de professores e distribuição de vagas para concursos; avaliar regulamentos e normas referentes ao funcionamento do campus; entre outros assuntos locais de interesse para a comunidade acadêmica.
O que é comunidade acadêmica? A comunidade acadêmica do IFRJ é composta pelos corpos docente, técnico-administrativo e discente (Art. 161 – Regimento Geral).
Como acessar o “Projeto Político Pedagógico” do IFRJ? Temos os documentos norteadores do funcionamento, objetivos e metas do IFRJ listados abaixo. Conhecê-los significa se apropriar mais sobre a instituição em que você estuda e entender como poderá colaborar para o crescimento e o impacto social desta instituição pública. Plano de Desenvolvimento Institucional – PDI (2024-2028): https://portal.ifrj.edu.br/pdi Plano Estratégico Institucional – PEI (2024-2028):https://portal.ifrj.edu.br/pdi/pei Projeto Pedagógico da Instituição – PPI (2024-2028): https://portal.ifrj.edu.br/pdi/ppi
O CoCam é presidido pela Diretoria-Geral de cada campus e o Regimento Geral estabelece a realização de no mínimo uma reunião por mês a partir da convocação da Diretoria-Geral ou por pelo menos 2/3 (dois terços) de seus membros titulares.
Conselho Administrativo e Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE)
No campus Nilópolis, destacam-se dois conselhos que apoiam o trabalho da gestão junto ao CoCam: Conselho Administrativo e o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE).
O Conselho Administrativo, como o nome já diz, se concentra em tratar de temas administrativos, tais como: questões de naturezas administrativas e organizacional; contratação de servidores e distribuição de vagas de servidores técnico-administrativos para concursos; questões relacionadas aos pedidos de afastamentos e licenças solicitados por servidores técnico-administrativos; avaliação de regulamentos e normas referentes ao funcionamento dos setores administrativos do campus.
O CEPE irá se concentrar em questões relacionadas ao planejamento, à gestão e o desenvolvimento das atividades de ensino, pesquisa e extensão, tais como: propostas de criação, de alteração ou de extinção de cursos no âmbito do campus; políticas e ações relacionadas às atividades de ensino, pesquisa e extensão; proposta da dotação orçamentária do campus; distribuição de vagas para concursos de servidores docentes efetivos ou contratação de substitutos; elaboração de horários dos cursos.
Olhe só! Não há representantes discentes no Conselho Administrativo ou no CEPE, mas há representantes titulares e suplentes de estudantes dos três níveis de ensino no CoCam! Muitas pautas que são discutidas nestes dois primeiros conselhos são levados ao CoCam, logo, a participação discente neste órgão colegiado é fundamental para garantir essa representatividade e contribuição do corpo discente para os rumos e discussões da instituição. Os representantes discentes são escolhidos no âmbito do Fórum Discente – e na ausência de quórum desse espaço de diálogo entre Diretorias e corpo estudantil, por indicação de coordenadores e diretores junto aos representantes discentes dos Colegiados de Curso e/ou Grêmio e Centros Acadêmicos (temas da próxima postagem da série!).
Nesta série de postagens, serão apresentadas algumas informações sobre como é a estrutura de gestão democrática do IFRJ. Os links para acompanhamento de informações oficiais no Portal do IFRJ serão fornecidos. Nesta segunda postagem, falaremos um pouco sobre as seguintes instâncias: o Colégio de Dirigentes(Codir) e os Conselhos Acadêmicos (Caet, Caeg, Capog, Caex).
Colégio de Dirigentes (Codir)
Atualmente (jan/2025), o IFRJ tem 15 campis em municípios do Estado do Rio de Janeiro. Cada campus é administrado por um(a) Diretor(a)-Geral, eleito(a) no contexto de seu campus para um mandato de 4 anos, podendo ser reconduzido(a).
O Colégio de Dirigentes (CoDir), reune todos os Diretores-Gerais, além dos Pró-Reitores e o próprio Reitor – que assume a função de presidente do Codir. De caráter consultivo, é o órgão de apoio e assessoramento ao processo decisório da Reitoria.
O reitor, que é eleito por toda a comunidade acadêmica do IFRJ (com a participação dos servidores docentes, técnico-administrativos e corpo discente) para um mandato de 4 anos (podendo ser reconduzido), é o cargo máximo da instituição. A Reitoria, por sua vez, é dividira em Pró-Reitorias cuja equipe de pró-reitores são indicações do reitor eleito. Cada Pró-Reitoria se orienta a uma área da administração da instituição. As cinco Pró-Reitorias do IFRJ são as seguintes:
Clique no nome de cada Pró-Reitoria para ser direcionado à página de cada uma no portal do IFRJ.
Com exceção da Proad e da Prodin, as demais Pró-reitorias têm Conselhos Acadêmicos com representações de todos os campi para tratar de assuntos específicos que impactam os próprios campi e a instituição como um todo.
Os Conselhos Acadêmicos são instâncias de caráter consultivo. São órgãos de apoio ao processo decisório do Conselho Superior e da Reitoria do IFRJ no que tange às políticas acadêmicas e às questões relacionadas ao ensino, à pesquisa e à extensão.
Um exemplo de atuação de Conselho Acadêmico: antes de um curso de graduação ser implementado em um campus do IFRJ, a proposta deve obrigatoriamente ser analisada pelo Caeg. Internamente, o Caeg se organiza para esse tipo de análise atribuindo uma relatoria a alguns dos conselheiros para elaboração de parecer sobre os documentos entregues pelo campus sobre a proposta de curso (modelos e diretrizes são estabelecidas em documentos emitidos pela Proen, como Instruções Normativas). O parecer é, então, lido e discutido por todos os conselheiros em reunião, antes de ser remetido ao Consup para análise final e aprovação/reprovação da proposta. Neste processo, eventualmente os documentos retornam aos proponentes para correções, revisões ou esclarecimentos.
Clique no nome de cada Conselho Acadêmico para ser direcionado à página de cada um no portal do IFRJ.Nas páginas, poderão ser encontrados documentos de cada conselho, pautas e atas de reuniões, relação dos membros etc.
Dois Conselhos Acadêmicos que pode ser interessante os licenciandos do IFRJ (incluindo os que estão estagiando nas turmas de médio-técnico integrado), são o Caeg e o Caet.
Importante: os conselheiros dos Conselhos Acadêmicos também são eleitos entre seus pares. E há cadeiras para representação estudantil nos conselhos!
Para refletir: Como as pautas que são analisadas em cada um desses Conselhos Acadêmicos e que se relacionam com o seu curso de graduação podem ser mais divulgadas para o corpo discente?
Na próxima postagem, serão apresentados outros órgãos da estrutura de gestão do IFRJ, que têm atuação local nos campi: os Colegiados de Campus e outros Conselhos/Comissões locais. Aguardem a Parte 3!
Nesta série de postagens, serão apresentadas algumas informações sobre como é a estrutura de gestão democrática do IFRJ. Os links para acompanhamento de informações oficiais no Portal do IFRJ serão fornecidos. Nesta primeira postagem, falaremos um pouco sobre o Conselho Superior (Consup).
No dia 21 de novembro de 2024, foi realizada uma audiência pública do Fórum Municipal de Educação de Nilópolis (FME-Nilópolis) com a presença do professor Waldeck Carneiro (UFF), membro do Fórum de Gestão Democrática da Educação Professor Jorge Najjar (FORGEDE) no auditório do campus Nilópolis.
Sob a coordenação do prof. Waldeck, as profas. Cláudia Araujo (FME-Nilópolis), Roberta Guimarães (Conselho Municipal de Educação – Nilópolis) e Sandra Viana (IFRJ – Nilópolis) se apresentaram e contribuíram para a discussão sobre Gestão escolar democrática. A profa. Sandra, em especial, apresentou em sua fala a estrutura organizacional do IFRJ, dando destaque ao Conselho Superior (Consup), órgão máximo da instituição presidido pelo reitor, posto atualmente ocupado pelo prof. Rafael Almada.
Após discussão sobre a audiência pública com os estagiários das turmas de Estágio I e II que acompanharam a atividade, preparamos esta série de postagens para reunir informações básicas e links sobre a gestão democrática no IFRJ.
Para começarmos, é importante entender que o Consup é composto por conselheiros dos três segmentos que compõem a comunidade interna: servidores docentes, servidores técnico-administrativos e discentes, além de conselheiros que representam a comunidade externa, considerando representações do MEC, setor público e/ou empresas estatais, sindicatos, entidades patronais, egressos e outras organizações da Sociedade Civil. Os conselheiros são eleitos pela comunidade interna e qualquer integrante dos segmentos que compõem as representações no conselho podem se candidatar, seguindo cronograma e orientações dispostas em edital. As últimas eleições ocorreram no segundo semestre de 2024, e elegeram chapas de conselheiros cujo mandato é de dois anos (2024-2026)
O Consup é o órgão máximo do IFRJ. Seu caráter é consultivo e deliberativo. É um órgão colegiado que tem por finalidade analisar e regular as diretrizes de atuação do Instituto Federal do Rio de Janeiro, no âmbito acadêmico e administrativo, tendo como finalidade o processo educativo de excelência.
Alguns exemplos do que é analisado por esse órgão e cuja deliberação pode autorizar (ou não) determinadas ações institucionais, além de regê-las:
Projetos Pedagógicos de Curso (PPC), para reformulação, encerramento ou abertura de novos cursos nos campi do IFRJ, nos diversos níveis e modalidades;
Regulamentos acadêmicos diversos, tais como (pensando no ensino de graduação): Regulamento do Ensino de Graduação; Regulamento de Atividades Pedagógicas Domiciliares; Regulamento de Convivência dos Estudantes do IFRJ…
Regulamentos que regem ações administrativas, como Regulamento do Repositório Institucional, Regulamento do Programa de Assistência Estudantil, Regulamento da Flexibilização da Jornada de Trabalho dos Servidores Técnico-Administrativos do IFRJ…
Diretrizes diversas, Políticas diversas… tais como: Diretrizes da Curricularização da Extensão nos cursos de graduação, Política da Educação Especial Inclusiva do IFRJ…
Aprovação de Relatórios de Gestão (que são relatórios anuais)
É possível acompanhar o calendário de convocações de reuniões do Consup, a pauta e a sistematização das discussões. Há uma página no Portal do IFRJ para acesso de Pautas, Atas e Listas de presença: https://portal.ifrj.edu.br/conselho-superior/pautas-atas-e-listas-presencas(observação: até 18/12/2024, a página continha somente informações até o ano de 2023). Os conselheiros também costumam elaborar sistematizações próprias para divulgarem a seus representados, facilitando a circulação das informações a toda a comunidade.
O que significa “ad referendum”?
Quem acessou a página de resoluções aprovadas pelo Consup, deve ter reparado na marcação de “ad referendum” em algumas delas.
Ad referendum é uma expressão em latim que significa “com referência”, “para referência” ou “com ressalva”. É frequentemente usada para descrever uma aprovação provisória ou condicional, indicando que algo está sujeito a uma revisão posterior antes de ser considerado final ou vinculativo. (Fonte: https://fazdireito.blog.br/significado-de-ad-referendum/)
Na prática, o que aconteceu com o Consup do IFRJ para termos tantas resoluções “ad referendum”? Desde o mandato anterior (2022-2024), foi comum, conforme denunciado por vários conselheiros, a não realização de reuniões do Consup, seja por conta da ausência de conselheiros (a reunião deve ter um quórum mínimo para ocorrer), seja por conta da não convocação para a reunião. Outro fator que recentemente a instituição passou, o que afetou o funcionamento deste órgão, foi a demora em se iniciar o processo eleitoral para escolha dos novos representantes para o mandato (2024-2026), o que deveria ter sido realizado ainda no final de 2023.
O “ad referendum”, assim, é um recurso utilizado para que o presidente do Consup, o reitor do IFRJ, possa encaminhar os documentos institucionais, sem ter a dependência do agendamento e da realização das reuniões do Consup, onde cada documento seria discutido e cuja aprovação seria votada por todos os conselheiros.
Para refletir: o “ad referendum” colabora com a gestão democrática do IFRJ? Pela definição desse mecanismo jurídico, ele deveria ser utilizado em excepcionalidades. Mas pela quantidade de “ad referendum” dos documentos do Consup, será que a excepcionalidade não se tornou uma regra? Como isso pode ser discutido no âmbito do Consup?
Na próxima postagem, serão apresentados outros órgãos da estrutura de gestão do IFRJ: o Colégio de Dirigentes (Codir) e os Conselhos Acadêmicos: de ensino de graduação (Caeg); de ensino técnico (Caet); de extensão (Caex); de pesquisa, inovação e pós-graduação (Capog) e suas respectivas ligações com as Pró-reitorias do IFRJ. Aguardem a Parte 2: o Colégio de Dirigentes e os Conselhos Acadêmicos!
Como parte das atividades das turmas de Estágio I e II, propomos no mês de março/24, a discussão do filme francês “Entre os muros da Escola”, dirigido por Laurent Cantet e lançado em 2008. No filme, acompanhamos o cotidiano da sala de aula de um professor de francês, François Marin, em uma escola da periferia de Paris. Apesar da distância geográfica e temporal do filme, as situações retratadas encontram ressonância com o que vivemos atualmente nas escolas brasileiras.
As cenas são gravadas com muita naturalidade, nos dando a impressão de estarmos assistindo a um documentário, onde se desenrolam diante das câmeras uma série de cenas de conflitos entre estudantes e professores. Cada uma dessas cenas se apresenta como estudos de caso sobre as realidades vivenciadas pela comunidade escolar e podem suscitar discussões de alternativas para a construção de um ambiente educativo mais propício à aprendizagem e ao desenvolvimento dos estudantes e às melhores condições de trabalho dos profissionais da educação. A aula de Estágio em que discutimos alguns desses casos do filme foi muito interessante!
O filme, legendado, está disponível para assistir gratuitamente no YouTube:
Como complementação de nossa discussão em sala de aula, recomendamos o episódio T006 – OF#063 – Entre os Muros da Escola de Laurent Cantet com Marcela Rufato do podcast Obra Fechada:
As duas indicações valem para atividades complementares de cunho cultural (2h cada) para todos(as) os(as) estudantes da LF! Para terem essas atividades validadas pela Comissão de Atividades Complementares, basta escreverem duas pequenas resenhas (uma sobre o filme e outra sobre o podcast) no formulário de relatório de atividades complementares e encaminharem ao e-mail da Profª Luciene Silva solicitando a validação.
Na última quarta-feira, 13/03, a LF teve o prazer de receber Raysse Oliveira Pereira da Silva, egressa do curso, convidada pela Equipe de Estágios da LF para a Roda com Egressos do período letivo de 2024.1.
Raysse abriu a Roda contando sobre seu Trabalho de Conclusão de Curso, que surgiu quando realizou seu estágio supervisionada por um egresso da LF. Ela percebeu que seu supervisor tinha uma postura diferenciada em relação aos outros professores que observava, a de sempre tentar contornar os conflitos que encontrava em sua prática. A partir disso, foi investigar se essa característica era própria do professor ou dos formados no curso de Licenciatura em Física do IFRJ-Nilópolis. Ao analisar alguns relatórios finais do Estágio II e III, encontrou indícios de que os licenciandos desenvolviam saberes relacionados à disciplina e à prática docente, entre outros saberes próprios, ao longo desse percurso.
Raysse também destacou a importância do ambiente de partilha entre pares que o curso de Licenciatura cria, um ambiente que nem sempre é encontrado na realidade das escolas. Isso porque o olhar reflexivo diferenciado sobre a educação é desenvolvido a partir de trocas com o outro.
A partir de perguntas dos participantes da Roda, Raysse falou sobre diversos assuntos: suas dificuldades no início de estágio e da docência, a questão de gênero por ser uma professora de Física, a formação de professores na LF, sobre dar aulas para estudantes em situação de vulnerabilidade social, a relação entre estagiários e supervisores, a construção da identidade docente, a educação inclusiva, a avaliação, e o Novo Ensino Médio.
Perdeu a Roda? Ela está disponível no Canal Núcleo de Física IFRJ no YouTube:
Ao final da Roda, Raysse relata como foi a experiência de retornar ao IFRJ: “Retornar ao IFRJ como egressa do curso e conversar com os alunos atuais foi uma experiência gratificante e inspiradora. Pude compartilhar minhas experiências, desafios e conquistas desde minha passagem pela instituição até o momento presente, oferecendo insights valiosos e orientações aos estudantes que estão trilhando seus próprios caminhos acadêmicos e profissionais. Foi uma oportunidade única de retribuir à comunidade acadêmica que tanto contribuiu para o meu desenvolvimento, ao mesmo tempo em que me senti reconectada com a atmosfera do ambiente acadêmico do IFRJ”.
Segue o recado final de Raysse na Roda!
O professor está sempre se desenvolvendo. O professor é também muito o reflexo de seu pessoal, você vai se desenvolvendo com a idade, com suas experiências, com sua maturidade, o seu profissional vai ser um pouco o reflexo disso. O que tenho a dizer a vocês é aproveitar esse momento da graduação, principalmente para aqueles professores que já estão em sala de aula, e os que não estão, tentem experimentar esse universo da educação, seja em escola particular, fazer projetos para atingir outras pessoas. O Instituto está em um lugar de muita vulnerabilidade social. Vocês, como alunos, têm a capacidade de atingir muitas pessoas, muitas escolas. Tentem fazer projetos sociais para atrair mais pessoas para o Instituto!
Raysse
Gostou? Fique atento(a) por mais novidades da Equipe de Estágios da LF com a programação de Rodas de Conversa a cada período letivo!
Mantendo as Rodas de Conversa que estão se tornando tradição, a Equipe de Estágios da LF divulga a próxima Roda de conversa que será com a egressa Raysse Pereira no dia 13/03, a partir das 18h no observatório astronômico. Participem!
Raysse se formou na Licenciatura em Física – IFRJ/CNIL em 2019 e também possui graduação em Matemática (FABRAS). É especialista em Gestão e Tecnologias Educacionais (2021) pela Faculdade Presbiteriana Mackenzie/RJ. Professora de Física e Matemática para o Ensino Médio na Fundação Darcy Vargas, além de lecionar Física na Escola Barão de Lucena. Nesta roda de conversa, Raysse nos contará sobre sua trajetória acadêmica (o TCC que ela defendeu foi sobre os Estágios da LF: “A Importância do Estágio Curricular Supervisionado para a Formação de um Professor Reflexivo de Física”!) e profissional. Venha conhecer e conversar com Raysse e demais colegas do curso!
Lembrem-se de assinar lista de presença. Os(as) estagiários(as) de 2024.1 terão contabilizadas 2 h de carga horária (conforme orientações dadas nas disciplinas de Estágio) e aqueles(as) discentes que ainda não estão em estágio, ao assinarem seu nome na lista de presença e fornecerem sua matrícula e e-mail, terão uma declaração de presença na atividade para utilizar como carga horária de atividades complementares do curso.
Como parte das atividades do semestre, a Equipe de Estágios da LF organizou uma visita técnica com estagiários(as) e licenciandos(as) do campus Nilópolis ao C.E. Erich Walter Heine, localizado no bairro de Santa Cruz, Rio de Janeiro. O colégio é reconhecido como o primeiro Colégio Público Estadual Sustentável da América Latina. Abaixo, a licencianda Thamyres faz um relato sobre sua participação na visita.
Em 15 de setembro de 2023, tive a oportunidade de participar de uma visita técnica que deixou uma marca profunda em minha jornada de formação como professora. O destino foi o Colégio Estadual Erich Walter Heine, localizado em Santa Cruz, uma instituição de ensino realmente notável por sua abordagem inovadora e sustentável. Esta visita proporcionou uma visão rica e envolvente sobre a educação prática, enquanto também declarou como as escolas podem desempenhar um papel crucial na sustentabilidade ambiental e na inclusão de alunos com neuro divergência.
O que torna o Colégio Erich Walter Heine verdadeiramente especial é o seu compromisso com a inclusão e a sustentabilidade. O colégio é pioneiro como a primeira escola sustentável do Brasil, e essa característica única ficou evidente desde o primeiro momento em que pisamos na escola. O teto solar, que fornece energia para a estrutura, é um exemplo de como as escolas podem adotar práticas corretas. A captação de água para fins de limpeza e descargas é uma demonstração clara de responsabilidade ambiental. O que me chamou a atenção foi a plantação de boldos chilenos no teto da escola com a base de pneus não mais utilizáveis, com a finalidade de reduzir a temperatura das salas de aula, devido a captação de água que as plantas têm. Esta abordagem criativa não apenas melhora o conforto dos alunos, mas também ensina a importância da reutilização e reciclagem.
Os espaços externos do colégio, como o jardim, são cuidados pelos próprios alunos, incentivando a responsabilidade ambiental desde cedo. O colégio também conta com piscina, quadra, banquinhos e mesas de cimentos cobertos e até um relógio solar. A escola é separada por áreas e cada área uma cor, uma característica única que facilita a identificação de vagas e salas para alunos com neuro divergência. Essa abordagem inovadora é um exemplo admirável de como a escola está comprometida em criar um ambiente inclusivo e acessível para todos os estudantes.
Além disso, a escola oferece uma gama impressionante de instalações educacionais. O laboratório de ciências oferece aos alunos a oportunidade de explorar conceitos científicos em um ambiente prático, estimulando a curiosidade e o aprendizado. A sala maker é um espaço inspirador para a criatividade florescer, onde os alunos podem desenvolver projetos e soluções inovadoras. O auditório oferece um local para apresentações e eventos que enriquecem a experiência educacional dos estudantes.
Uma característica singular desta visita foi que fomos guiados pelos próprios alunos do Colégio Erich Walter Heine. Isto nos proporcionou uma perspectiva sincera e autêntica sobre a vida escolar e como os alunos estão envolvidos na sustentabilidade e na manutenção do ambiente escolar. Suas paixões e conhecimentos eram palpáveis, inspirando-nos ainda mais a abraçar o papel do educador.
Esta visita técnica não apenas enriqueceu nossa compreensão da prática educacional, mas também enfatizou a importância do compromisso sustentável nas escolas. O Colégio Erich Walter Heine é um exemplo brilhante de como a educação pode ser uma força para o bem, formando não apenas alunos bem educados, mas também cidadãos conscientes do meio ambiente.
Portanto, a visita foi mais do que uma oportunidade de aprendizado; foi um lembrete vívido de como a educação pode moldar um futuro melhor e mais sustentável. Esta visita técnica não apenas enriqueceu nossa compreensão da prática educacional, mas também enfatizou a importância do compromisso sustentável e inclusivo nas escolas.
Em breve: mais relatos sobre a visita técnica!
Thamyres Martins Gonçalves
Aluna de 7º período da Licenciatura em Física, campus Nilópolis
Neste período, a próxima Roda de Estágios da LF será realizada no dia 27/09/23, no auditório do laboratório astronômico (4º andar da Física) a partir das 18h. Receberemos dois egressos da LF, que são, atualmente, estudantes de pós-graduação na Fiocruz: Larissa Bastos e Matheus Henrique Reis, ambos formados no período 2021.2.
Segue breve descrição de Larissa e Matheus:
Larissa Bastos: Professora de física engajada com a educação antirracista e mestranda em Biologia Computacional e Sistemas pela Fiocruz com o projeto de pesquisa em modelagem computacional: avaliação do impacto de mutações relacionadas à resistência a múltiplas drogas na dinâmica molecular da protease do HIV-1.
Matheus Henrique Reis: Aluno de doutorado do Programa de Biologia Computacional e Sistema da Fiocruz com projeto de pesquisa em Modelagem Computacional de Biomoléculas e Simulações de Dinâmica Molecular.
Compareçam para participar da discussão!
Para os que estão inscritos(as) atualmente em Estágio I, II ou III, a participação na roda contabilizará 2h de atividades de estágio. Mas a roda é aberta para todos(as) que se interessarem! Os(as) discentes que participarem e não estiverem inscritos(as) em nenhuma etapa de Estágio, receberão uma declaração de participação para utilizar para validação de atividades complementares do curso.
No dia 14 de junho de 2023, realizamos no auditório do prédio da Física, a primeira Roda de Conversa dos Estágio com a participação do PIBID da LF de 2023.
A iniciativa de chamar o PIBID para participar da Roda de Conversa teve como propósito somar as experiências que os(as) pibidianos(as) estão tendo nas escolas parceiras com as experiências dos(as) estagiários(as) de 2023.1. O auditório da Física ficou pequeno dado o grande número de participantes!
A conversa fluiu tanto que estouramos o horário da roda, ultrapassando o teto de 19h20min e indo até quase as 19h40min. A última discussão sobre os exames de acesso ao ensino superior e os cursinhos preparatórios entre professora Sandra e professor Filipe (coordenador do PIBID da LF) e vários licenciandos foi polêmica! É um sinal de que precisamos promover mais Rodas de Conversa como essa.
Spoiler do próximo período: a Roda de Conversa de Estágio da LF de 2023.2 terá a participação do grupo da Residência Pedagógica da LF. Data a combinar!
Qual foi a experiência mais interessante da Roda? Comente!