No princípio, foi dito, era o logos.
E, à princípio, a questão era a logo.
Em torno dela, o p era de procrastinação. Esperei por ela encomendada a um amigo designer, não chegou; a um artista visual, eu ainda fixado na ideia de querer uma fita de Moebius, que é importante à topologia no ensino de Lacan, vi desenho pronto, e desisti. Passa ano. O nome para a página marca ponto. Sonho com uma possível logo. E ponho mãos à obra para tentar fazê-la imagem. Enfim, ela chega, em interlocução com amigos. Horas de edição. Com o nome e logo, hora do p de publicação. E ficou assim: a logo de “Ponto P: palavra . psicanálise” parte, principalmente, das formas do ponto e da letra P. O ponto tomou a forma de dois círculos, os quais também replicam as duas letras “o” da palavra “ponto”. No dicionário, uma das entradas para “ponto” diz: “porção de linha compreendida entre dois pontos”, e outra: “manchazinha arredondada” (poético o Aurélio, né?). Assim, uma linha branca faz borda em um círculo, e atravessa outro, como se uma linha de tecido saisse de um carretel para outro, ou como se a linha atravessasse um furo. Furo que é feito pela agulha. Por fim, a letra “p” se forma pela associação desta linha complementada pela circunferência. Mais: a linha branca tem a sutil forma de um “s” inicial do autor da página “Sandro Boaventura”. O “s” é também metade de um símbolo do infinito, resíduo da desejada fita de Moebius a compor a logo no seu princípio. O que mais você vê em nossa logo? Deixe sugestões nos comentários!

