Mask_0051

A máscara possui uma forma alongada, com prolongamento inferior em ponta e um disco circular metálico aplicado na testa. Os olhos são expressivos, contornados de azul e com pupilas vermelhas, sugerindo alucinação ou vigília intensa. A boca, em tom amarelo ouro, está levemente cerrada, conferindo à figura um ar enigmático. O nariz afilado se projeta como um bico, animalizando a feição. As superfícies refletem luz como se estivessem enceradas ou vitrificadas, acentuando seu caráter cerimonial. A peça sugere uma fusão entre figura totêmica e caricatura moderna.

Mask_0050

A máscara apresenta uma fisionomia fantasmagórica, de traços esculpidos em volumes duros e secos, com coloração azulada que remete ao gélido e ao inanimado. A boca entreaberta, com dentes serrilhados e pigmentação rubra ao redor, contrasta brutalmente com os olhos vermelhos vívidos, que parecem brilhar em meio ao vazio. A expressão geral é ambígua — um sorriso congelado entre o riso e o grito, entre a ironia e o terror, entre o morto e o que ainda resiste em permanecer visível.

Mask_0049

A máscara apresenta uma expressão dúbia, com olhos espantados e um leve sorriso forçado, emoldurados por orelhas pontudas assimétricas e uma coloração ferruginosa que remete à oxidação do tempo ou à corrosão emocional. Apesar do formato compacto e da paleta terrosa, o rosto transmite uma inquietante ternura, como se algo profundamente humano estivesse aprisionado dentro de uma criatura indecifrável. Há um pequeno orifício no centro do nariz, que rompe a simetria da superfície e intensifica a sensação de espanto contido. A máscara mistura afetividade caricatural com traços de uma candura envenenada.

Mask_0048

Essa máscara é o retrato da tensão entre duas naturezas inconciliáveis: o vermelho da fúria, o preto da sombra. Cada cor ocupa meticulosamente uma metade do rosto, reforçando a dicotomia radical, mas ambas as partes se fundem em deformações complementares, como se o conflito fosse também simbiose. Três chifres angulosos, uma fenda no olho esquerdo e um sorriso torto contribuem para uma expressão instável, ora ameaçadora, ora tragicômica. Traços verticais no lado vermelho sugerem contagem, prisão ou tempo marcado, como se essa entidade estivesse registrada, monitorada ou em transição. É uma máscara de combate interno — entre demônio e memória.

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A máscara apresenta uma entidade híbrida, de expressão carregada, nariz e focinho animalizados, olhos vermelhos semicerrados e um conjunto de formas que remetem a orelhas pontudas e chamas estilizadas. O rosto é marcado pelo contraste entre o preto predominante e tons quentes — vermelho, amarelo e laranja — que delineiam feições e sugerem incandescência. Há algo de tentador e abissal no olhar enviesado, quase zombeteiro. A peça opera no limiar entre o grotesco e o sedutor, evocando um ser mítico que tanto convida quanto ameaça.

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A máscara apresenta um rosto avermelhado de traços marcantes e sarcásticos, com orelhas pontudas e cabelo estilizado em preto brilhante. A expressão facial – entre o sorriso enviesado e o olhar entediado – traduz um misto de astúcia, ironia e fingido desinteresse. A peça transita entre o grotesco e o cômico, assumindo uma postura provocativa, ambígua e perturbadora. Há manchas amarelas nas bochechas que adicionam uma camada quase pueril à criatura – uma falsa inocência. A pintura brilhante intensifica o efeito "plástico" da máscara, que parece uma caricatura viva saindo de um pesadelo pop-surrealista.

Mask_0045

A composição triangular do rosto, com base no queixo pontiagudo e olhos afastados, gera uma sensação de tensão e artificialidade. O crânio azul pintado com listras verticais remete simultaneamente a grades, circuitos ou cicatrizes simbólicas — um “cérebro visível” ou território mental demarcado. O leve sorriso cortado em vermelho, quase discreto, produz um contraste expressivo... Continuar Lendo →

Mask_0044

A máscara apresenta uma figura de expressão ambígua e marcada pela passagem do tempo. O rosto alongado, de formato triangular invertido, carrega rugas modeladas em relevos profundos, sugerindo sofrimento ou perplexidade. Os olhos esbugalhados, sublinhados por um azul esmaecido, ampliam a sensação de espanto constante — como se a máscara estivesse presa em um momento eterno de assombro. A textura craquelada da superfície reforça a ideia de desgaste físico e emocional, como um corpo ressecado por memórias que não se apagam. Tudo nesta figura parece estar à beira do colapso, mas sustentado por uma dignidade involuntária.

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As formas salientes na cabeça remetem a chifres, estrutura tipicamente associada à defesa e poder. O "rosto" apresenta um bico que lembra tanto aves de rapina quanto máscaras cerimoniais indígenas ou africanas. Os olhos vermelhos, envoltos por uma área azul, evocam intensidade e alerta, quase como um terceiro olho invertido. A simetria é apenas aparente:... Continuar Lendo →

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A máscara apresenta um rosto humanoide em avançado estado de putrefação simbólica: olhos em carne viva, dentes necrosados e um estranho cogumelo amarelo brotando do crânio. Há algo de fungo, de zumbi, de bactéria desgovernada — um ser que parece ter saído diretamente de um pesadelo tropical. O tom sépia-esverdeado da pele, combinado com o brilho viscoso da superfície, evoca matéria orgânica em decadência. A boca aberta sugere um grito engasgado — talvez de raiva, talvez de fome, talvez de quem não lembra mais por que grita. Um corpo invadido por algo mais esperto do que ele.

Mask_0041

A máscara apresenta uma estrutura assimétrica, dividida visual e cromaticamente em duas metades: uma clara, de tons rosados e suaves, e outra escura, terrosa, marcada por sombras e saturações densas. A junção das duas cores acontece de forma abrupta e quase arbitrária, como uma ferida mal costurada. O nariz adquire forma triangular saliente e se projeta para fora como um vértice frontal, ampliando o ar de estranhamento. O sorriso esgarçado e a presença de uma touca azul listrada com tons amarelo-esverdeados reforçam a ideia de uma entidade que não se encaixa — nem no mundo da alegria, nem no da dor. Essa máscara parece carregar em si um pacto de contradições.

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Esta máscara apresenta uma figura animalesca, com olhos vermelhos em fúria e uma língua azul exageradamente projetada para fora da boca num gesto de zombaria. O rosto marrom avermelhado, texturizado e com orelhas pontudas, evoca um ser demoníaco ou bestial, carregado de energia caótica e provocadora. A obra mistura o grotesco e o caricatural, produzindo uma imagem que tanto repele quanto atrai. Não há mistério: ela veio para debochar — e lamber o que restar.

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Com sua superfície clara e crua, o nariz longo e curvo ao centro, olhos esbugalhados em direções diferentes e uma mancha escura no alto da cabeça, a máscara apresenta um rosto perturbadoramente simpático. O sorriso pintado de vermelho-sangue em contraste com o olhar confuso sugere uma expressão de doçura deformada — uma doçura que parece ter sido forjada sob pressão, como um míssil pintado à mão por uma criança insone. A composição é marcada pela tensão entre o afeto artificial e a precariedade existencial.

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Em verde vívido, com olhos incandescentes e uma protuberância vermelha saliente no alto da testa, esta máscara conjura a fusão entre um monstro folclórico e uma caricatura grotesca. Os dois dentes inferiores exageradamente grandes e os pequenos chifres laterais remetem à infância dos pesadelos, àquelas criaturas que povoavam o inconsciente pré-lógico das crianças: feias, engraçadas e perigosamente encantadoras. A protuberância craniana vermelha, que parece um ferimento ou espinha, dá um tom cômico e inquietante à figura, deslocando-a para o domínio do absurdo corporal.

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Esta máscara exibe uma superfície em azul vibrante salpicada por manchas iridescentes, como se tivesse emergido de uma paisagem marinha psicodélica ou de um sonho com verniz cósmico. As orelhas remetem a um animal — talvez um macaco, talvez um urso —, enquanto os olhos, cobertos por dourado opaco, fecham qualquer chance de contato visual direto. O sorriso discreto e ambíguo parece suspenso entre o alívio e a ironia. É uma máscara que ostenta brilho sem euforia, festa sem plateia. O riso dourado é tardio, mas ainda assim cintila.

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A máscara apresenta uma expressão contida, tensa e comprimida, marcada por olhos esbugalhados e boca costurada, remetendo imediatamente à supressão da fala e da liberdade de expressão. A superfície áspera e a coloração escura acentuam uma sensação de clausura ou contenção psíquica. As formas distorcidas do rosto evocam figuras demonizadas, não necessariamente no sentido religioso, mas simbólico — como aquilo que é expulso, calado ou evitado em uma determinada cultura ou grupo.

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Máscara de expressão caricatural e provocadora. A figura apresenta pele amarela vibrante, olhos esbugalhados com íris vermelhas, boina preta e um objeto verde projetado para fora de uma boca avermelhada. A composição gera tensão entre o grotesco e o cômico. Feita em papel machê, com textura marcante e volumes expressivos, a peça evoca uma figura urbana de contornos absurdos, como um personagem deslocado no próprio tempo.

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Máscara de papel machê de forma caricatural e expressionista, com traços acentuados, como olhos esbugalhados, boca entreaberta com contorno vermelho e nariz pronunciado. A peça evoca surpresa, estranhamento e até certo humor grotesco. A escolha pelas cores terrosas e formas exageradas reforça uma estética rudimentar, visceral e expressiva.

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Máscara de papel machê com traços zoomórficos e expressão exagerada, caracterizada por olhos esbugalhados, boca escancarada em azul profundo e saliências no topo da cabeça que podem ser lidas como chifres ou antenas. A parte superior da máscara traz uma pintura de paisagem — céu e vegetação — sugerindo fusão entre figura e ambiente. A peça opera entre o lúdico e o enigmático, com elementos de humor ácido e distorção sensorial.

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Esta máscara de papel machê apresenta um rosto andrógino de expressão séria e olhar fixo. Os olhos verdes ampliados, os lábios pintados de azul e o cabelo volumoso em textura densa e escura remetem a uma figura entre o realismo estilizado e o artifício performático. A composição geral sugere controle e alerta, mas com traços de teatralidade. Trata-se de um rosto que se disfarça e, ao mesmo tempo, se revela em sua tensão interior.

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Esta máscara apresenta uma forma ovalada com coloração predominante em vermelho intenso e texturas esféricas verde-musgo salientes, distribuídas principalmente no topo e lateral da cabeça. O rosto contorcido expressa raiva e agressividade, com um olho esbugalhado e outro semicerrado em expressão de escárnio. Um charuto torto é mordido entre os dentes, remetendo a vícios e posturas de desafio. Os volumes protuberantes reforçam uma estética grotesca, lembrando mutações ou doenças de pele, criando uma tensão entre o cômico e o repulsivo.

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Essa máscara híbrida combina características de um porco e de um pato com traços grotescos e distorcidos, sugerindo um ser fictício que flutua entre o cômico e o perturbador. A aparência caricata, com bico amarelado sobreposto ao focinho e olhos humanos expressivos, provoca estranheza e ambiguidade. O olhar lateralizado e os pontos pretos ao redor do bico evocam uma personagem entre o inocente e o paranoico, criando um campo de tensão entre o riso e o desconforto.

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Um híbrido improvável entre felino místico e unicórnio cafona, a máscara "Unigato" surge como um delírio metálico de um sonho pop fracassado. Seus olhos esbugalhados não piscam há eras, talvez por medo de revelar o vazio existencial que habita por trás do papel machê.

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Máscara em papel machê com pintura acrílica e acabamento em verniz brilhante. Apresenta coloração vermelho-rosada com duas formas pontiagudas aderidas à superfície: uma preta, inserida no topo do crânio como um projétil encravado, e outra vermelha, que distorce os lábios em um gesto quase involuntário. A expressão facial assimétrica—um olho arregalado, outro fechado e hematomas ao redor—evoca desconforto, dissociação e contenção emocional forçada.

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Máscara de papel machê com formato alongado e expressão cínica. Pintada em azul vibrante com detalhes em vermelho escuro. O topo da cabeça exibe uma figura demoníaca estilizada em vermelho, como se brotasse do couro cabeludo. A máscara exibe um sorriso largo, de dentes cerrados e olhos semicerrados que denunciam escárnio. A expressão é de um humor que beira o perverso, com tons grotescos e caricaturais.

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Máscara de papel machê com acabamento metalizado dourado, olhos vermelhos, expressões marcadas de ódio e desdém, além de chifres pretos em destaque. A superfície enrugada, as fissuras pintadas e os hematomas simulados conferem à peça uma presença brutal e enigmática. A frontalidade da máscara impõe confronto direto ao observador — um espelho invertido da vaidade inflamada.

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Máscara de papel machê com superfície craquelada e tonalidade predominantemente azul-acinzentada, evocando uma figura humana congelada em um instante de contenção emocional ou sofrimento silencioso. Os olhos fechados, quase costurados pela própria tensão facial, e a boca escurecida com dentes amarelados e gengivas visíveis conferem uma expressão ambígua — entre choro represado, amargura e paralisia afetiva.

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Máscara em papel machê de figura grotesca e cromaticamente vibrante, composta por uma grande boca preta escancarada e um único olho central e desproporcional. A superfície fragmentada simula um mosaico orgânico de veios em tons quentes (rosa, laranja, amarelo) e frios (azul, cinza), dando ao rosto uma aparência de pele rachada ou reorganizada. A máscara é ao mesmo tempo cômica e ameaçadora — um sorriso que devora, um olhar que tudo observa.

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Máscara em papel machê de expressão abatida e olhar esbugalhado. A superfície amassada e irregular evoca um corpo emocional exausto, quase fossilizado. Os olhos vazios, com pupilas brancas apagadas, sugerem uma perda de contato com o mundo exterior. A boca torta e ligeiramente sorridente adiciona ambiguidade: entre sarcasmo, cansaço e leveza delirante. Tons terrosos e sombreados reforçam a aparência de desgaste, como se fosse esculpida no barro da alma depois de uma noite de insônia metafísica.

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Esta é uma máscara de papel machê que transita entre o animal e o humano, o onírico e o alienígena. A estrutura alongada do rosto, as orelhas lembrando felinos ou seres míticos, e os olhos encovados e vermelhos formam uma figura que assombra mais pela serenidade tensa do que pela monstruosidade direta. O acabamento em tons de terra queimados com ramos brancos ascendentes na testa sugere que algo está "brotando" do inconsciente — ou da radiação cósmica.

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Esta é uma máscara de papel machê que se sustenta entre a caricatura e o colapso. Um rosto masculino (ou andrógino, dependendo do olhar), marcado por olheiras profundas, pele encovada e expressão abatida. Os olhos azulados perdidos e os lábios pintados de vermelho acentuam a contradição central da peça: o desejo de parecer vivo enquanto se derrete lentamente. É o retrato de uma alma cansada que ainda insiste em aplicar batom para enfrentar a reunião das 9h.

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Com a cabeça reluzente como um sol artificial e o rosto mergulhado em trevas plásticas, “Eclipse Oculto” é uma máscara que opera na fronteira entre o sinistro corporativo e o folclórico-cósmico. Os olhos e a boca acendem como vitrines de um shopping interdimensional. O contraste entre o topo dourado e o rosto negro cria um efeito solar-eclipsado, onde o riso é uma ameaça e a escuta, uma armadilha. Há algo de criatura tecnológica que tentou ser gente e virou chefe.

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Uma boca aberta em estado de pavor, olhos salientes cor de alerta, e o semblante de um bicho que parece ter acabado de testemunhar a reunião do condomínio. Esta é uma máscara que parece ter sido feita por alguém que viu demais — e sobreviveu. A forma remete ao animal, ao bestial, ao grotesco e ao infantil, numa síntese entre o pânico da selva e o caos urbano. Uma peça que berra mesmo em silêncio.

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A máscara apresenta uma fusão simbiótica entre o orgânico e o alienígena. Um tronco seco, em tons terrosos, atravessa frontalmente a estrutura craniana até os olhos, fundindo-se ao olhar rubro e esférico que parece mais artificial do que humano. O céu azul noturno, com nuvens brancas pinceladas e a sugestão de uma floresta ao fundo, reforça a ideia de um corpo celeste — ao mesmo tempo cósmico e enraizado. Há uma tensão entre vida e desolação, como se a máscara estivesse congelada no instante exato entre germinar e fossilizar.

Escultura Sem título

A obra "Sem título" de Fernando Maragataba, criada em 2024, é uma escultura de técnica mista, utilizando materiais como garrafa PET, arame e papel. Esta peça, que se insere no contexto da arte brasileira, é um convite à reflexão sobre o descarte, o sagrado e a nobreza do que é invisibilizado.

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A máscara manifesta uma presença frontal e perturbadora, marcada por olhos arregalados, pálpebras pesadas e boca pequena, porém cerrada com força. Há algo de insuportavelmente lúcido em seu olhar — como se não piscasse nunca. A pele, num tom acinzentado-rosado, parece seca, inerte, enquanto os globos oculares, tingidos de rosa e salpicados com pupilas verdes e irregulares, introduzem uma tensão cromática quase alucinatória. A máscara não representa uma figura: ela é o momento exato em que a mente tenta não se fragmentar.

Pintura Sem título

Visualmente, a composição se organiza dentro de um retângulo de bordas pretas irregulares, demarcado com traços visivelmente gestuais, que reforçam a ideia de contenção ou enquadramento do conteúdo pictórico — mas também sugerem ruptura ou tensão com esse próprio limite.

Máscara sem título

A peça é uma máscara escultórica em papel machê, modelada com riqueza de texturas e uma expressiva carga emocional. Observam-se marcas propositalmente irregulares na superfície, conferindo um aspecto enrugado e ressecado, quase como pele envelhecida ou danificada, o que amplia a sensação de sofrimento ou desgaste existencial.

Máscara sem título

A obra apresenta uma máscara modelada em papel machê, com superfície irregular e acabamento lustroso, característica típica do material quando envernizado. A forma é frontalmente simétrica, remetendo a um rosto humano estilizado, sem cabelos, com linhas angulosas e estrutura alongada.

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A máscara apresenta um rosto demoníaco caricatural, modelado com volumes acentuados e texturas marcadas. O nariz hipertrofiado, os olhos projetados e o chifre central, com ponta avermelhada, formam um conjunto visual que evoca criaturas arquetípicas do mal, mas com um traço grotesco e teatral. A boca entreaberta, pintada de vermelho escuro, sugere uma ameaça contida ou zombeteira. A expressão facial é marcada por raiva e escárnio, revelando um caráter intermediário entre o diabólico clássico e o bufão farsesco.

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A máscara exibe uma expressão de fúria contida prestes a transbordar. Olhos vermelhos flamejantes e dentes cerrados com força evocam uma raiva explosiva, não apenas direcionada ao outro, mas acumulada como resíduo tóxico de décadas de silêncio e humilhação. A textura da superfície remete à pele tensionada, ressecada por uma vida de contenção emocional. O chapéu, elemento inesperado, insinua um verniz de civilidade que torna o impulso agressivo ainda mais inquietante. A máscara não grita — ela ameaça com a promessa de que o próximo segundo será insuportável.

Escultura Mãe

A escultura “Mãe” apresenta-se como uma forma orgânica e fluida, modelada em barro cru, sem artifícios de polimento ou acabamento que distanciem o objeto de sua natureza terrena. O material bruto preserva sua porosidade e textura, como se carregasse a memória da terra de onde veio.

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A máscara apresenta a figura de um cão humanizado em tonalidade azul clara, com olhos intensamente delineados e olhar fixo. A rigidez da expressão e o contraste entre a cor fria da pele e os olhos escuros criam uma presença ambígua entre o doméstico e o hostil. O animal, usualmente símbolo de fidelidade e afeto, aqui é transfigurado em algo inquietante, quase paranoico. Há uma negação da ternura esperada, abrindo espaço para a vigilância, o controle e a ameaça silenciosa.

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A máscara representa um rosto caricatural com traços assimétricos e sorriso exagerado. Um olho é pintado aberto com pupila dilatada, enquanto o outro é um relevo cego e esbranquiçado. A boca escancarada, com dentes desalinhados, reforça o aspecto grotesco e tragicômico. O uso de cores quentes, como o tom alaranjado do chapéu e o vermelho da boca, contribui para uma impressão inicial de alegria — que rapidamente se transforma em estranhamento. A figura parece rir, mas sua expressão é perturbadora, como quem festeja em meio ao caos.

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Esta máscara mescla figura animal e traços infantis em um híbrido ambíguo e instigante. O rosto avermelhado com olhos azuis salientes é cercado por uma espécie de capuz ou carapaça com pequenas protuberâncias semelhantes a chifres — sugerindo um gorila ou carneiro estilizado. A boca oval escura e o nariz em formato de coração invertido reforçam o aspecto de criatura fantástica, entre o lúdico e o inquietante. A figura parece tanto um disfarce quanto um estado de espírito — revelando uma infância interior travestida de bicho.

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A máscara apresenta um rosto de expressão apática, com traços enrugados, olhar esbranquiçado e uma boca aberta onde repousa uma esfera escura, quase invisível à primeira vista. A figura evoca um idoso vencido por um cansaço ancestral — não o cansaço do corpo, mas o da escuta. O gorro desbotado reforça o aspecto humilde ou esquecido, como uma relíquia viva. A esfera escura, encravada no centro da cavidade bucal, atua como símbolo de palavras fossilizadas: o verbo não chega a nascer. A máscara silencia com resignação, não com resistência.

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A máscara revela um rosto alongado e disforme, marcado por um nariz nitidamente torcido e olhos salientes, de coloração azul intensa, que não sugerem vida, mas espanto congelado. A boca semiaberta parece recém surpreendida por algo inominável. A figura encarna o instante posterior à revelação: o momento em que a realidade se torce e o sujeito, incapaz de compreender, cristaliza-se em expressão. Há algo de inocente e de grotesco na justaposição entre o azul vibrante do olhar e a superfície rugosa da pele em tom terroso. É o rosto da perplexidade que sobreviveu ao espelho.

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A máscara apresenta uma expressão de angústia contida, quase infantil em sua perplexidade, como se acabasse de assistir a algo que não compreende — e que jamais poderá esquecer. Os olhos desiguais, com órbitas avermelhadas e dilatadas, não estão voltados para o exterior, mas para uma memória que acabou de emergir. A boca, entreaberta e trêmula, não implora nem protesta: apenas constata. O rosto não é deformado por acidentes, mas por excesso de sentimento. Não há defesa nem máscara dentro da máscara — apenas exposição nua, desconcertante.

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A máscara traz um rosto cadavérico, pálido, de olhar vidrado e circundado por manchas escurecidas de cansaço ou luto. A boca, entreaberta e sem contorno expressivo, expele do centro uma estrutura carnuda e vívida, semelhante a uma flor em carne viva ou um crescimento infeccioso. O contraste brutal entre o rosto sem vida e a forma vermelha e pulsante que emerge confere à máscara um impacto grotesco e silencioso. Ela não grita — ela se infecta.

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A máscara apresenta um rosto alongado e rígido, com pele escura e opaca contrastando com detalhes vivos: cabelos em tom amarelo vibrante, sobrancelhas vermelhas e lábios arroxeados. O olhar é o epicentro do desequilíbrio: os olhos, desiguais em tamanho e inclinação, sugerem um descompasso entre o mundo interno e a realidade externa. A expressão geral é de vigilância deslocada, como quem vê por dentro e desconfia por reflexo. A máscara carrega uma tensão silenciosa, feita da fricção entre cor, forma e distorção.

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Esta máscara projeta um semblante que se move entre a acusação silenciosa e a melancolia concentrada. O nariz arredondado e rosado contrasta com os olhos hiper-realçados por um contorno verde, configurando uma expressão de alerta, como se a máscara estivesse prestes a julgar ou explodir em choro. A boca azul, contida e projetada para frente, acentua o tensionamento emocional da figura. Trata-se de uma presença que evoca o absurdo da ordem emocional — onde o riso e o pranto se revezam na mesma face.

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Com olhos arregalados e um sorriso congelado entre a graça e o susto, essa máscara explode em cores ao redor de um rosto sombrio. Seu contorno parece irradiar energia, mas o centro é duro, escuro, denso — uma fisionomia em tensão entre a histeria e o riso. Poderia ser um bufão pós-moderno, um animal místico, ou um fragmento psíquico isolado num mundo superestimulado. A máscara incorpora o paradoxo entre excesso e ausência, entre alegria plástica e densidade interna. Não é uma face: é o momento em que o eu se espanta consigo mesmo.

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A máscara apresenta uma figura híbrida, grotesca e frontalmente desafiadora. O formato triangular invertido do rosto, acentuado por um queixo afilado e uma testa larga com protuberância central, evoca arquétipos animalescos, mas não os identifica — o que a mantém num limbo entre o familiar e o alienígena. A coloração azul-esverdeada é marcada por olhos esbugalhados, duplicados, que saltam das laterais do rosto como sentinelas vigilantes. O nariz em tom amarelado e os lábios vermelhos contrastam com o tom escuro da testa e do couro craniano, que se curva em duas saliências laterais e um chifre central. A máscara emana um misto de vigilância, inquietude e provocação visual, quase hipnótica.

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A máscara é um estudo de retração e apagamento. As feições se escondem sob camadas de textura que lembram terra batida ou pele ressecada pelo tempo. Os olhos estão quase ausentes, encovados e fundidos à superfície, como se jamais tivessem sido abertos. A boca, curvada para baixo e comprimida, transmite uma renúncia discreta: há o que dizer, mas não se diz. O rosto inteiro parece fossilizado, paralisado entre o fim de um lamento e o início de um silêncio eterno. Nada nela quer convencer. E é exatamente por isso que convence tanto.

Manchetes

Loucura é nomeada embaixadora do Riso no Sêmen Desaforo volta pra casa após batalha com Civilização CRISE MIGRATÓRIA: Tolices marcham rumo à Empolgação TRAGÉDIA NO EGO: Id se afoga em rio de Desafetos Entusiasmo enfrenta Decepção no segundo turno das Afetações Decepção estaciona em lugar proibido Escuridão abre a pupila e é cegada pelo excesso... Continuar Lendo →

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Com olhos assimetricamente abertos, sobrancelhas arqueadas e lábios expressivos em forma de bico, a máscara emana uma emoção ambígua — entre surpresa, perplexidade e um quê de desaprovação. A lateral decorada com um padrão de escamas ou dentes introduz uma dimensão animalesca ou híbrida. Há algo de personagem secundário, mas que sabe de tudo. Um bufão que ouviu demais. Uma testemunha ocular e emocional de algo que não quer comentar — mas que, mesmo assim, comenta com o rosto inteiro.

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Esta máscara apresenta uma figura híbrida e histriônica, com traços zoomórficos e infantis que colapsam em um riso indecifrável. A língua vermelha projetada, as bochechas infladas e os olhos excessivamente arredondados remetem ao universo do grotesco cômico, sugerindo um personagem entre o bicho e o palhaço. Com forte presença escultórica, a máscara carrega o excesso como estética e linguagem. Trata-se de uma criatura que lambe, desafia, parodia — mas nunca se revela inteiramente.

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A máscara apresenta uma fisionomia caricata, marcada por olhos esbugalhados e lábios escandalosamente sorridentes. A superfície em papel machê evidencia rugosidade e textura orgânica, enquanto os chifres discretos no topo da cabeça sinalizam uma figura demoníaca ou travessa. Com expressão ambígua entre a alegria exagerada e o descontrole, a máscara encarna a tensão entre o riso e o delírio. Os traços exagerados remetem à sátira popular, expondo com acidez o grotesco contido na euforia forçada.

Confiança

Confiando boas noitesEm janelas de madrugadaSó sobra um abraço na porta do diaSoçobra outro abraço na porta do larMenino com flor escondida na mãoMulher assustada pensando ser armaHomem valente de arma em punhoMenina encantada portando jardinsNina em um canto no escuro do dia

Louquis brim Loucus vaxanga

Exercício de loucura casualmente metafórico. Abstração* verbal. Sintoma hemorrágico em mentes chafurdadas. *Operação intelectual por meio da qual se separam, apenas no pensamento, elementos ou aspectos de uma totalidade que não podem subsistir isoladamente.

Supúnculos

Nestas heras ornamentadas / De supúnculos amargorentos / Intolerâncias são blasfemices / De punhetações masturzigóticas / ...

Carta Magnosa

Tanto equilátero e ondras trangentes / Fissuriçaram sua armadura / E ensimesmaram as vernitentes /

Oração

Santo Ócio da Razoabilidade / Rogai pelos nefrínculos agudos / Pelas retículas infames / E pelos oráculos avessos / ...

Arco íris

Hoje eu vi um arco-íris Foda-se! Tudo se perde Nada se transforma Dentre as pluralidades Dos subjetivos Nada concretiza Deixe quieto Heráclito! Sófocles jaz na tumba De Nelson Rodrigues Se carrego assintomáticos Feito girafas de África Largo a poça aos hipos A suruba aos édipos As turnês aos ricos E os desandos aos mendigos Fora... Continuar Lendo →

Deusa Nobre

Trans, versuda, perereca / Falo alto, falo grande / Ora e reza requenguela / Deusa nobre pós-panela / ...

Conto de Natal

... Malquebrunhado rebingudo, nutilhou-lhe sopapos, mem fumegava o par de ossos rastenajados, por chufrantadas ambiguidades...

Espingarda Feiticeira

A espingarda feiticeira estava destrambelhada, municiada e desarresolvida a sustentar o sortilégio de seu affair quando dele se aprovesse essa questã mala-desarrolada. Num tato desalmado de encardimento, o corpo bobo ajubilou-se tão grandiosa foi a retrancada do chabuco que num pasmo olho atrevido se esculachou. O pinguete defasiado ali gerado, suplantando a rebostecência sadia do... Continuar Lendo →

Bela Tigresa D’Oeste

Mariposas oblíquas tergiversavam acerca das nefastas incongruências que transbordavam sofismas na política e na politicagem, arrastando políticos e politiqueiros a uma cidade fantasmagórica, tenebrosa, chamada Bela Tigresa do Oeste. O povo, inebriado por odores macabros que exalavam das serpentes-guardiãs, conduzia seus tímpanos, batutas e troféus pelas ruas, empunhando seus dedos, outrora grudados nas próprias mãos,... Continuar Lendo →

Desterro

Vendo esse chãoTão chão, céu e chãoComo-me, onde ela estáParede dente-de-leãoGozo-me, onde ela estáDas águas de seu vestidoDo meio dessa prisãoDesse prato de comidaDou-lhe um quinhãoDá meu quinhão!Basto-me, onde eu estouSe protejo a deus quem amaDesterro, amparoNada há de se plantarVendo-me, onde estareiVendo esse chão

Hora de rezar

...Não há paga no mundo Que compre silêncio Não há paga no mundo Que compre alma gêmea ...

Teto e chão

As quatro badaladas do sino da matriz Me avisaram que tão cedo está Que tarde já é para não dormir Ela acabou de sair, De opulento calor de ar Atravessou meu sono Invadiu minhas neuras Despertou meus anjos Há tanto hibernados Só há agora noite Ruídos de pensação Saudade antecipada de teto e chão Foi-se... Continuar Lendo →

Usufruto

Basta uma só travessuraUm lampejo viril, uma sacanagemE Patrícias, Rafaelas e SarahsAtravessam meu estágio funestoRetiram de mim o pior, o melhorEnquanto amor, sei nem o nomeMulheres e mãesMães que mulheres me sãoMas que mães são essas mulheres!Mais que mães são essas mulheres...Se mãe ama, não seiSe goza, talvezEm um mundo de mulheres fortesHomens são afetos... Continuar Lendo →

Grafitas e diamantes

Nesses olhos que não me cruzam Meu olhar livre desce feito enxurrada Lavando suas vísceras...

Chocolate

Entre o chocolate desculpadoE o rubor disfarçadoO primeiro me dá mais alegriaE o segundo, todo prazer do meu dia

Dezembros

Dias estes como aqueles Dos tradicionais dezembros: Infernais, tristes, irritantes Graças ao chumbo ritual

Entre nós

Mácula cálida Aquece em negra e desveste saudade Funde essa alma dura, arranca da vida curta Duas ou três solidões

Chão espelho

Em caminho de praiaTinha lua me seguindoRefletida em água restanteDe maré baixaEnquanto pra sul eu iaAndava atrás de mimVoltei-me a norteReverti a caçadaIncomodado feito meninoTentando tocar o soloSem sua sombra tocarNela tentei pisarLigeira andava adianteParei, medi a distânciaEm chão espelhoDe água de marSó tal reflexo, displicenteA lua, ela mesmaEstava distante, muito que longeAté podia me... Continuar Lendo →

Cavalinho azul

Foi largando cor quente num pano grande feito um lençol de casal, que uma virgem branca me fez aceno indiscreto, pedindo que nela esfregasse meu pincel. Verti na feia um preto aguado e desandei puxar o lodo como quando de pequeno metia o dedo nas águas que vinham lá do tanque escorrendo pelo cimento, criando... Continuar Lendo →

Equilíbrio torto

quando brigamos não te amo tampouco te odeio pau é pau pedra é pedra onde chegará a insistência no avesso dessa falácia? chore ou faça sol não pretenda a perfeição numa noite medíocre só acerta mesmo quem erra na mesma proporção amo seu sorriso e suas lágrimas não suas dúvidas

Vapor de afeto

Te creio tão sólida Feito a Terra na mão Se funde, evapora, some Te bebo feito coisa etérea Te trago, te levo, me traio Em lugar auto amputado Sem não, sei não... Corro esmurrar o que senti(a) Te espero, creio mais não Tão etérea feito colo de viúva Feito dor de alma Desapaixonada Congela Resseca... Continuar Lendo →

Faz-de-conta

Morreram todos no entroncamento Entre brio e humildade Sucessos são para nada, para ninguém Fracassos, se conhecidos São para rodas de sábios Dias melhores se foram Ficaram noites de angústia Em tempos de faz-de-conta De sorrisos lamentosos De choros contidos E de falsidades imensas Só resta atravessar todo o mar Aportar numa ilusão qualquer Numa... Continuar Lendo →

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