Com muita satisfação anunciamos sobre o caderno de deliberações que será discutido no XLIII ENESS Barril Dobrado: • Esse encontro terá carater de debates mais politicos, sem ficarmos presos as burocracias de mudanças estatutárias. Por isso, visando a garantia da continuidade dos nossos acúmulos políticos, daremos continuidade a atualização/manutenção do Caderno de Deliberações da ENESSO. Instrumento de orientação e de parâmetros políticos organizativos, além de bandeiras de reivindicação que nossa Executiva se propõe a reivindicar. Por isso, disponibilizamos logo abaixo um documento orientador que deve ser amplamente divulgado e compartilhado com a nossa militância, afim de garantir que em nosso XLIII ENESS, possamos fazer as discussões necessárias para sua atualização. No documento que segue abaixo, contem todas as informações relevantes e uma conceituação histórica sobre o Caderno de Deliberações.
A virada agora é negra, trans, indígena, feminista e anticapacitista!
O Encontro Regional de Estudantes de Serviço Social (ERESS) é um espaço político, formativo e deliberativo, organizado pela Executiva Nacional de Estudantes de Serviço Social (ENESSO). Este encontro reúne estudantes da região para debater a formação profissional, fortalecer a organização estudantil e discutir as lutas sociais que atravessam o Serviço Social.
Com eixos centrais de debate sobre conjuntura, movimento estudantil, universidade e educação, formação profissional, cultura e combate às opressões, o evento é um espaço estratégico para a construção coletiva de resoluções e alinhamento das pautas regionais à luta nacional da categoria estudantil.
De 1 a 4 de maio, Recife-PE será o palco do XLII ERESS, promovido pela Região II da ENESSO. O evento marca a retomada dos encontros regionais presenciais desde 2019, agora com a unificação das regiões II e III da ENESSO, reorganizando-se politicamente com a participação de estudantes de Alagoas, Bahia, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Sergipe e Pernambuco. Além disso, haverá espaço para a apresentação de resumos expandidos.
Submissão de Trabalhos O ERESS também é um espaço de produção de conhecimento! Esse ERESS conta com uma novidade que é submissão de trabalhos. A submissão de resumos expandidos permite proporcionar aos estudantes uma oportunidade única de compartilhar pesquisas e vivências que fortalecem tanto sua trajetória acadêmica e profissional, quanto os laços com a comunidade estudantil.
O edital de submissão para resumos expandidos já está disponível e pode ser acessado clicando aqui. As submissões poderão ser realizadas em uma das seguintes linhas de pesquisa:
Trabalho, Questão Social, Política Social e Serviço Social;
Questões Agrária, Urbana, Ambiental e Serviço Social;
Movimentos Sociais, Gênero, Relações Étnico-Raciais e Direitos Humanos;
Intersetorialidade, Políticas Públicas e Seguridade Social;
Formação e Trabalho Profissional no processo de formação e de interiorização.
A submissão de trabalhos terá um valor de R$10,00 (dez reais), por trabalho submetido, com o acréscimo de R$5 (cinco reais), por co-autor(a) e só serão deferidas as submissões de estudantes que estejam devidamente inscritos no XLII ERESS. Corre que o tempo é curto para submeter o seu trabalho.
Serão quatro dias de debates, palestras e trocas de conhecimento, abordando diversas perspectivas do Serviço Social. Não perca a chance de se atualizar, debater e construir coletivamente! As inscrições para o XLII ERESS já estão abertas e podem ser realizadas pelo formulário de inscrição.
Apesar dos avanços nas últimas décadas em relação à visibilidade, fruto da pressão de grupos organizados em prol da conquista e garantia de políticas públicas, travestis e transexuais ainda convive com a (in)visibilidade em relação a seus direitos. No cotidiano surgem denúncias que demonstram um crescente quadro de violência e discriminação, com situações constantes de risco e violação de direitos e em alguns casos existe o agravamento da vulnerabilidade socioeconômica, evasão escolar, ausência de qualificação para o mundo do trabalho, além dos conflitos familiares. Fonte: POLITIZE, 2023
“Brasil é o país que mais mata pessoas trans e travestis”. Apesar da redução de 16% nas mortes em 2024, o Brasil lidera, pelo 16º ano consecutivo, os índices globais de assassinatos contra essa população. A maioria das vítimas são mulheres trans, jovens, negras e nordestinas, com crimes marcados por extrema violência. Fonte: CNN BRASIL, 2025
📌O Movimento Estudantil de Serviço Social deve ser um agente impulsionador da luta pela defesa de direitos da população trans e travestis! A luta não deve ser limitada às pessoas que são marginalizadas nesse sistema capitalista, mas sim um compromisso ético político de todo MESS! EM BREVE: SETORIAL LGBTQIAPN+!
Que a luta por dignidade e defesa dos direitos das pessoas trans e travestis ecoem na Enesso, nos espaços de debate, diálogo e acadêmicos. Que o combate à transfobia e a luta pela viabilização de políticas públicas, seja uma luta coletiva, por uma nova ordem societária, por justiça social!
A Executiva Nacional de Estudantes de Serviço Social vem por meio desta nota, orientar as Entidades de Base do Serviço Social, na direção da construção histórica desta executiva e de seu posicionamento como Movimento Estudantil de Serviço Social – MESS.
“Uma ideia torna-se uma força material quando ganha as massas organizadas.” (Karl Marx)
CONTEXTO HISTÓRICO
A ENESSO desde 1993 tem travado lutas importantes dentro e fora do Serviço Social, entendendo que a política se constroi de forma autônoma, apartidária, independente, mas coletiva, junto de demais organizações e sujeitos que tem em seu horizonte o fim do sistema capitalista. Contudo, a organização dos estudantes de Serviço Social é anterior a ENESSO, onde estes se organizavam através da Executiva Nacional dos Estudantes de Serviço Social – ENESS (1963) e da Subsecretaria de Estudantes de Serviço Social – SESSUNE (1988), estas organizações foram importantes para aglutinar e fortalecer as lutas em períodos anteriores aos de 1993, entendendo todo o contexto e conjuntura políticos da época. Tendo em vista que na década de 90, tivemos o processo pós constituição e de avanço das políticas neoliberais, tivemos importantes marcos no Serviço Social Brasileiro, como é o caso do nosso atual Código de Ética do/a Assistente Social (1993), as Diretrizes Curriculares da ABEPSS (1996) e a criação da ENESSO (1993).
ROMPIMENTO COM A UNE
A criação da ENESSO se dá através de muitos diálogos, encontros, acúmulos e sobre contextos políticos de contradição que se apresentavam no Movimento Estudantil e na Sociedade. A ENESSO começa amadurecer os horizontes políticos que nos orientam até os dias atuais, como é o caso do rompimento com a União Nacional dos Estudantes – UNE. Temos, dados que em 2010 oficialmente, concretizamos o rompimento da ENESSO com a UNE, por entender que essa entidade é contraditória, tem posicionamentos governistas-partidárias, possui em sua direção setores que historicamente estão vinculados a processos conciliatórios de direitos e reformistas, onde o caráter revolucionário, radical e de superação do sistema capitalista não estão na teoria e nem mesmo na prática da instituição.
DIAS ATUAIS
Em nosso último (XLII) ENESS, com a atualização de nosso estatuto, demarcarmos e reiteramos o posicionamento de nenhum vinculo com a União Nacional dos Estudantes (UNE), em compromisso com a formação emancipatória de novas/os/es Assistente Sociais, buscando uma militância coerente com os processos históricos do Serviço Social durante o período de Graduação e o não envolvimento com setores governistas da nossa sociedade, em detrimento da Classe Trabalhadora, a mesma que mais acessa os postos de graduação de Serviço Social e a mais impactada com as “reformas” em processo no período de ultraneoliberalismo brasileiro.
Acreditamos no processo de organização da Sociedade Civil, nos avanços dos direitos sociais e das políticas públicas, estes que são alcançados a partir do tensionamento entre a Estrutura e Superestrutura, a partir dos Movimentos Sociais e de Trabalhadores e suas organizações. Onde, por ora, a UNE – reconhecendo-a como uma organização necessária e determinante no processo de redemocratização do Brasil – não vemos em seu caráter Político e Organizativo, na integridade do debate, o necessário avanço dos debates das Políticas Educacionais no Brasil, com ênfase nas classes marginalizadas pelo capital e nem o seu caráter emancipatório revolucionário pelo fim do sistema capitalista, princípios que afirmamos necessários para o fim das raízes de exploração e emancipação do povo.
COMPOSIÇÃO E INSTÂNCIAS DA UNE
Conforme já relatamos aqui, não faz sentido que nossa organização esteja compondo os espaços e as instâncias da UNE. Sejam estas: de debate político, representando o Serviço Social e suas entidades de base e demais outras formas que a UNE se organiza. Compreendemos a pluralidade e a diversidade do Movimento Estudantil – ME, e que existam ME organizado e/ou partidário, e que estas organizações “disputam” a UNE, mas precisamos nos localizar e compreender a singularidade de organização da ENESSO. Portanto, indicamos que CA’s e DA’s de Serviço Social (Entidades de Base) estejam com seus esforços voltados à reorganização, oxigenação e alinhados com as lutas da nossa executiva, e que nossa política seja centrada em nossa militância. Que a história não seja apagada e nem fuja do nosso horizonte.
Por fim, reivindicamos a histórica autonomia, independência e o caráter radical e revolucionário desta Executiva e que os/as/es estudantes de Serviço Social compreendam e se apropriem da história do Serviço Social e de suas entidades. Chegamos até aqui com muita luta e política, a ENESSO é hoje o produto da luta histórica daqueles e daquelas que construíram e constroem o Serviço Social. A disputa da memória é a disputa do nosso tempo. Que não esqueçamos de onde saímos, para que não retornemos a um passado de opressão, exclusão e desigualdade, mas sigamos na luta pela justiça social, dignidade e direitos para todes.
ENESSO É PARA LUTAR!
Atenciosamente,
Executiva Nacional de Estudantes de Serviço Social – ENESSO
Gestão Lélia Gonzalez 2024/2025 – Por uma democracia inclusiva, onde a diversidade é a força do MESS
O CONESS terá início com o Lançamento Público do Estatuto vigente, aprovado no último XLII ENESS 2024, no dia 30 de novembro de 2024 às 09 horas. Sendo seguido, às 9h30m, um ABC do MESS que terá como assunto prioritário, as vivências e as atribuições da representação ENESSO des Discentes de Graduação ABEPSS – Nacional e Regional. Encerrando o espaço com a apresentação e a eleição dos respectivos representantes ENESSO Nacionais e Regionais que irão compor a próxima gestão da ABEPSS, de acordo com os parâmetros pré estabelecidos no estatuto da ABEPSS e ENESSO.
Objetivo do Encontro:
Apresentar e tornar público o resultado final das alterações realizadas no XLII ENESS no Estatuto da Executiva. Possibilitando o acesso de todo o Movimento Estudantil de Serviço Social com os marcos – políticos – organizativos – deliberativos – normativos – da ENESSO;
Eleger as representações ENESSO para os cargos titulares e suplentes de discentes de graduação nacionais e regionais da ABEPSS, em sua próxima gestão, que será eleita no próximo ENPESS (10 a 14 de Dezembro de 2024 / Fortaleza-CE).
📆 No dia 30 de Novembro de 2024 esperamos todas/os/es para construir esse espaço que diante das atuais circunstâncias acontecerá de forma ONLINE.
Conheça es convidades para oABC DO MESS As vivências e as atribuições da representação ENESSO des Discentes de Graduação ABEPSS – Nacional e Regional.
📌 JANNAY ROSLAYNE MENDES
Graduanda em Serviço Social na UFSC. Constrói o Coletivo Negro de Serviço Social Magali da Silva Almeida, a ENESSO RVI, está Discente de Graduação na ABEPSS SUL I (Gestão 2023/2024) e é bolsista do PET Saúde-Equidade Florianópolis.
📌VINCIUS MENDONÇA
Pesquisador das relações capital x trabalho, Assistente Social formado pelo IFCE – Campus Iguatu, Representante Discente ENESSO em ABEPSS – Gestão 2023/2024
Explicação da LOGO: Sankofa é um pássaro africano de duas cabeças que, segundo a filosofia do povo Akan, significa “nunca é tarde para voltar e apanhar aquilo que ficou atrás”. Em outras palavras, podemos ler como o retorno ao passado para ressignificar o presente. Este símbolo faz parte de um conjunto ideográfico, o adrinkra, que o povo da antiga Costa do Ouro (atual Gana), o povo Akan, concebeu, e que posteriormente, se espalhou pelo Togo, Costa do Marfim e países da África Ocidental. Este é um dos exemplos mais conhecidos da resistência esculpida em ferro que os colonizadores até então não entendiam o significado daquele símbolo, mas que todos aqueles, vindos do continente africano, o identificavam como uma simbologia de luta, de resistência e de preservação de suas histórias.
Seguindo nessa perspectiva de resgate histórico ancestral a Setorial Sankofa, que teve sua fundação nos marcos do ano de 2016, buscará através de seus encontros, dialogar e compreender em que momento histórico estamos inseridos nos debates das relações étnico raciais de forma auto organizada e autônoma. Neste momento de reorganização, aprenderemos de forma colaborativa sobre a história e os saberes dos quais nos foi negado por tanto tempo, fortalecendo uma correlação com o território e as experiências não-brancas em todo território brasileiro, ressignificando (a história hegemônica de dor e violência que costumeira é contada para nós) e reivindicando a história da população negra em diáspora. Assim como o pássaro Sankofa, nossa Setorial que carrega seu nome, busca compreender o passado, para podermos alçar o voo da liberdade, buscando desmistificar a questão étinico racial para o aquilombamento de estudantes não-brancos e organizar estratégias coletivas para superarmos o racismo e as demais formas de opressão.
A Coordenação Nacional convida a todes para se aquilombar novamente nesta setorial que já inicia seus trabalhos com a proposta de uma Campanha Nacional reivindicando a vida em liberdade e abundância da população não-branca de brasil. Se acheguem, será uma movimentação potente para um futuro próspero de ressignificação e resistência coletiva.
NOSSO PRIMEIRO ENCONTRO DESSE NOVO MOMENTO JÁ ESTÁ MARCADO!
No próximo dia 19 de outubro de 2024, realizaremos das 10h às 12h (Horário de Brasília) nosso PRIMEIRO ENCONTRO da Setorial Sankofa, com as seguintes pautas e leitura coletiva:
POLITIZAR O SOFRIMENTO, DESPATOLOGIZAR A VIDA! Hoje, 10 de outubro, é Dia Mundial da Saúde Mental. Essa data é marcada por avanços e retrocessos na Política de Saúde Mental Internacional e Brasileira, principalmente quando referenciamos está, na Reforma Psiquiátrica e na Luta Antimanicomial. Nós estudantes e Assistentes Sociais, defendemos o direito ao cuidado em LIBERDADE, na autonomia dos usuários desta política e na garantia da dignidade e dos direitos humanos.
Precisamos cada vez mais, se apropriar desta política e de teóricos que pautam de forma séria e politizada o cuidado em saúde mental, pois com a agudização dos processos neoliberais e ultraconservadores que produzem e reproduzem determinações sociais que negligenciam e retiram direitos fundamentais, portanto caberá a nossa profissão garantir um atendimento de qualidade, que compreenda o sofrimento mental de forma totalizante e que formule estratégias para um cuidado em liberdade, com autonomia dos sujeitos, com a emancipação e que seu sofrimento não seja o determinante de sua existência.
A defesa por uma saúde mental, laica, pública, gratuita, de qualidade e em liberdade é a defesa do SUS e a luta pelo fim das comunidades terapêuticas e o fechamento dos hospitais psiquiátricos e manicômios judiciários. Mas, sem perder de vista que não são os muros, as estruturas físicas que determinam a manicomialização do cuidado, e sim, a junção de vários determinantes que reproduzem a manicomialização.
SAÚDE NÃO SE VENDE, LOUCURA NÃO SE PRENDE – POR POLITICAS PÚBLICAS ANTIMANICOMIAIS SEMPRE!
“A GUERRA ÀS DROGAS, ENTRA COMO PARTE DE UMA ESTRATÉGIA DE PROPAGAÇÃO DE CONTROLE DOS CORPOS DESVIANTES, CATEGORIA NA QUAL PODEMOS IDENTIFICAR NEGROS, FAVELADOS, POPULAÇÃO LGBTQIA+, PESSOAS COM DEFICIÊNCIA ETC. PENSO QUE É FUNDAMENTAL A AMPLIAÇÃO DESTE LEQUE JÁ QUE EU ESTOU PARTINDO DA INTERSECCIONALIDADE, E AQUI NÃO ENTENDENDO AS OPRESSÕES DE MANEIRA HIERARQUIZADA, MAS IMBRICADAS.” -RACHEL GOUVEIA PASSOS
O Serviço Social atua na Saúde Mental através da garantia de direitos, na viabilização dos processos, junto aos movimentos sociais que lutam pelo cuidado em liberdade e dentre outras práticas! Mas, o Serviço Social não atua de forma terapêutica, confessional e muito menos com práticas “policialesca”.
Defendemos uma Reforma Psiquiatrica Antimanicomial, Antirracista, AntiLGBTQIA+fóbica, Antipatriarcal, Anticapacitista e Anticapitalista, contra qualquer forma de opressão, discriminação e aprisionamento de corpos/as.
EM DEFESA DO CUIDADO EM LIBERDADE
TORTURA NUNCA MAIS!
A ENESSO INDICA
PARA LEITURA (livros):
HOLOCAUSTO BRASILEIRO: GENOCIDIO: 60 MIL MORTOS NO MAIOR HOSPÍCIO DO BRASIL – DANIELA ARBEX;
nA MIRA DO FUZIL – A SAÚDE MENTAL DAS MULHERES NEGRAS EM QUESTÃO – RACHEL GOUVEIA PASSOS;
SAÚDE METAL E O TRABALHO DO(A) ASSISTENTE SOCIAL – ORG. SOFIA LAURENTINO BARBOSA E LUCIA CRISTINA ROSA;
Curso de formação em saúde mental e luta antimanicomial – Eduardo Mourão Vasconcelos;
LUTA ANTIMANICOMIAL E FEMINISMOS: INQUIETAÇÕES E RESISTÊNCIAS – ORG. MELISSA OLIVEIRA PEREIRA E RACHEL GOUVEIA PASSOS;
MEDICINA E COLONIALISMO – FRANTZ FANON;
Racismo, subjetividade e saúde mental: O pioneirismo negro – ed. hucitec
PARA LEITURA (artigos):
Rachel Gouveia Passos: “holocausto ou navio negreiro?”: Inquietações para a reforma PSIQUIÁTRICA brasileira; comunidades terapêuticas e a (re)manicomialização na cidade do rio de janeiro; Mulheres negras, sofrimento e cuidado colonial;
Capitalismo e saúde mental – Rosiane da Costa e Alessandra Ximenes da Silva;
Produção social do suicídio e “questão social” na realidade de Iguatu (CE) – Cynthia Studart e Rachel de Matos;
“Museu de grandes novidades”: a nova-velha política antidrogas no Brasil – Pedro Costa;
Notas sobre a sociogenia, o racismo e o sofrimento psicossocial no pensamento de Frantz Fanon – Deivison Mendes Faustino;
CFESS: Assistente social no combate ao preconceito – discriminação contra a população usuária da saúde mental; Assistente social no combate ao preconceito – o estigma do uso de drogas;
PARA assistir (filmes e documentários):
Holocausto brasileiro (2016 – 1h30m – 18a) – Netflix
NISE: o coração da loucura (2015 – 1h45m – 12a) – Youtube
Conheça a Reforma Psiquiátrica, que mudou a realidade dos cuidados com a saúde mental no Brasil (Tv Senado) – Youtube
Palavras nas Paredes do Banheiro (2020 – 1h50m – 12a) – Prime Video
Medo da Chuva (fear of rain) (2021 – 1h32m – 14a) – Youtube
O lado bom da vida (2012 – 2h – 12a) – Prime Video
Divertida mente (2015 – 1h35m – L) – Disney+
Divertida mente 2 (2024 – 1h36m – L) – Disney+
POLITIZAR O SOFRIMENTO, DESPATOLOGIZAR A VIDA!
Uma homenagem da ENESSO as Assistentes Sociais: Dona Ivone Lara, Lucia Cristina dos Santos Rosa e Rachel Gouveia Passos.. Assim como para os/a percussores(a) da Reforma Psiquiatrica e da Luta Antimanicomial Brasileira: Franco Basaglia, Frantz Fanon e Nise da Silveira.
Na noite da última terça-feira (23/5), a Câmara dos Deputados realizou a votação do Projeto de Lei Complementar (PLP) 93/2023, que institui o “Novo Arcabouço Fiscal”. A partir de uma grande manobra política e com uma votação expressiva, o texto-base foi aprovado rapidamente, antes mesmo da meia-noite, tendo sequência na quarta-feira (24/5) a votação dos destaques que estavam para discussão. Tal projeto ainda seguirá para votação no Senado.
A proposta do governo é uma medida substitutiva à Emenda Constitucional 95/2016 (teto de gastos), que limita os investimentos públicos por 20 anos, trazendo em sua ementa a defesa de que se trata de “um regime sustentável para garantir a estabilidade macroeconômica do País e criar as condições adequadas ao crescimento socioeconômico”.
Sobre isso, é necessária uma análise crítica, pois, ainda que, na apresentação deste projeto de lei, o Poder Executivo vise a instituir um novo regime fiscal, este ajuste continua privilegiando o pagamento de juros aos credores e amortizações da ilegítima dívida pública, destinando quase metade do orçamento federal e atendendo aos interesses, principalmente, de banqueiros/as e de grandes rentistas, em vez de priorizar o atendimento das demandas sociais e expectativas das/os trabalhadoras/es.
A Auditoria Cidadã da Dívida, uma associação sem fins lucrativos, que possui dentre seus objetivos realizar, de forma cidadã, a auditoria da dívida pública brasileira, interna e externa, federal, estaduais e municipais, traz um alerta importante: “Se não for enfrentado o privilégio do Sistema da Dívida, aprofundaremos cada vez mais a escassez de recursos para as áreas sociais. Por isso precisamos lutar pela realização da auditoria da dívida com participação da sociedade, mostrando para o país que o verdadeiro rombo não está nos gastos sociais, mas sim na dívida pública!”.
O “novo” arcabouço prevê um rebaixado teto de investimentos sociais, permitindo um crescimento real das despesas primárias de apenas 0,6% a 2,5% ao ano, condicionado também ao limite de 50% a 70% do crescimento real da arrecadação, e às metas de resultado primário. Caracteriza-se como uma articulação do governo com o setor econômico, que não busca romper com o projeto neoliberal e que captura o fundo público ao limitar os recursos para as políticas sociais e destiná-los para o pagamento de juros e encargos da dívida pública.
Por trás da defesa desse projeto, reforça-se a falácia de que é necessário o controle e direcionamento dos investimentos sociais do governo, justificando que só assim há um crescimento na economia, quando na verdade esses argumentos só favorecem os interesses do grande capital e restringem ainda mais os direitos da classe trabalhadora, além de limitar o financiamento público nas políticas sociais. Esse cenário de ofensiva neoliberal repercute diretamente na qualidade dos serviços públicos prestados e dos benefícios sociais destinados à população; nas condições de trabalho e nos salários das/os trabalhadoras/es das diversas políticas sociais; na ausência de concursos públicos e na defasagem progressiva do salário-mínimo, atingindo a sobrevivência das classes trabalhadoras, beneficiando, mais uma vez, representantes da classe dominante e o mercado financeiro.
Não bastassem esses elementos, são nítidas as investidas de setores da extrema-direita, que se associam aos interesses macroeconômicos e buscam utilizar essa proposta como justificativa para demarcações que aviltam a democracia e o Estado de Direito, necessitando de atenção e prontidão de luta frente a essas expressões.
É importante destacar que propostas semelhantes ao Novo Arcabouço Fiscal estão presentes no cotidiano da política brasileira desde a década de 1990 e alimentam a defesa do limite de “gastos sociais” em prol do lucro dos/as mais ricos/as. Em artigo recente, o professor Evilásio Salvador destaca que várias são essas políticas fiscais ao longo de mais de 30 anos, como o Plano Real, as privatizações das políticas sociais, as contrarreformas trabalhistas, previdenciária, dentre outros. A proposta aprovada pela Câmara deixou inclusive o Fundeb condicionado ao teto de gastos, bem como as condições salariais do funcionalismo público e eventuais concursos públicos.
Sabemos que a defesa da seguridade social ampliada pautada na proteção social universal, redistributiva, de responsabilidade pública e estatal, também perpassa necessariamente pela necessidade de ampliação do orçamento público que garanta mais investimentos nos serviços de proteção social, essenciais para a sociedade brasileira. Este PLP em pouco se difere da EC 95/2016 em relação aos seus limites, pois as/os usuárias/os das políticas sociais continuarão sendo drasticamente afetadas/os com a destruição de direitos, conforme vivenciamos no último período. Um governo eleito com o apoio de amplos setores dos movimentos sociais deveria ter uma orientação diferenciada dos últimos seis anos sofridos e as sucessivas derrotas da classe trabalhadora. Cabe aos setores organizados na defesa do trabalho e direitos sociais denunciarem os limites do NAF e exigirem diálogo com as entidades e movimentos sociais que formam também a base social que derrotou a extrema direita no processo eleitoral. A luta não foi apenas pela mudança de governo, mas pela reconstrução de uma orientação econômica e social que, no mínimo, dialogue com a população brasileira e não se restrinja em agradar o mercado financeiro.
O Conselho Federal de Serviço Social (CFESS), a Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social (ABEPSS) e a Executiva Nacional de Estudantes de Serviço Social (ENESSO), entidades que representam o Serviço Social brasileiro, repudiam essa proposta de ajuste fiscal e envidarão esforços junto a outros sujeitos coletivos, para que não seja aprovada no Senado, haja vista que restringe os investimentos nas políticas sociais e a garantia e manutenção dos direitos dos/as trabalhadores/as. É, portanto, uma defesa das condições de formação e trabalho de nossa categoria. As universidades e demais instituições não podem avançar na qualidade de seus serviços, caso não seja possível o investimento público. Compreendemos que a luta contra o fascismo se assenta também no enfrentamento das investidas do capital em minar as condições de vida dos/as que vivem da venda da força de trabalho.
Conclamamos a categoria de assistentes sociais para lutar, junto com demais setores da classe trabalhadora, pela ampliação do financiamento público das políticas sociais e para se posicionar contra essa proposta de ajuste fiscal que reitera as amarras do financiamento público dos últimos anos! Sem financiamento público adequado, não há política social que se sustente e, portanto, não há serviço que assegure qualidade no atendimento à sociedade brasileira.
Não ao Estado máximo para o capital e mínimo para a classe trabalhadora!
🌿 A Executiva Nacional de Estudantes de Serviço Social parabeniza as/os assistentes sociais do Brasil pelo dia 15 de maio e pelos 30 anos do Código de Ética da/o Assistente Social.
📄 Uma profissão necessária e comprometida na defesa dos direitos humanos, com os serviços prestados à população e que não renuncia o seu lugar nas trincheiras das e dos trabalhadores. A luta da categoria passa desde as universidades aos espaços sócio-ocupacionais, junto às entidades representativas do Serviço Social.
✅ Defendemos o estabelecimento do piso salarial e que a carga horária de 30 horas semanais seja assegurada aos profissionais nos mais diversos espaços sócio-ocupacionais. Exigimos o reconhecimento e valorização da nossa profissão!
A ENESSO, entidade que segue uma direção classista, anticapitalista e revolucionária, parabeniza as trabalhadoras e trabalhadores assistentes sociais, cientes de que as novas gerações darão continuidade ao legado emancipatório do Serviço Social.
DescriçãodaImagem: Card verde escuro onde consta centralizado o texto alusivo ao 15 de maio, dia da/o assistente social. Logo abaixo, uma mensagem da Executiva parabenizando a categoria profissional. O card também remete os 30 anos de Código de Ética e da ENESSO, assim como o recorte de imagens preto e branco de profissionais assistentes sociais segurando bandeiras de luta e cartazes