Paideia – o ideal grego para a humanidade
setembro 11, 2008 § 1 comentário
Estudar a cultura clássica grega é, ao mesmo tempo, viajar no tempo surpreendendo-se com a contemporaneidade das idéias daquela civilização e maravilhar-se com a beleza do amor grego pela própria cultura, pelo conhecimento, pelo desenvolvimento do pensamento crítico e a filosofia.
Os gregos criaram o conceito de Paideia: a educação pela cultura, a tradição, a literatura, a ética, a justiça, a liberdade, o conhecimento, a virtude. Não há como traduzir Paidéia numa só palavra, são todos esses valores juntos como meio para alcançar a excelência humana.
A cultura grega causou admiração mesmo nos povos que a conquistaram. O desenvolvimento pressupõe a busca por conhecimento; a educação é um processo consciente de construção do conhecimento que, por sua vez, provém as bases para o exercício da ética.
O cidadão grego era parte integrante de uma sociedade coletiva, no sentido de que a educação não é propriedade de um ser individual; ela pertence à comunidade. O valor de um homem estava nas qualidades que ele dividia com toda a humanidade.
A literatura era a expressão de toda a cultura – ela eterniza o pensamento humano. Para os gregos, mais do que a palavra, o ideal pedagógico da nobreza era o exemplo. Os poemas épicos contam sobre os heróis; o poeta faz o papel de educador do seu povo no mais amplo sentido.
Até hoje, a distinção entre mitologia e história não existe. Besteira tentar dissociá-las, não porque não seja possível – e me parece que, de fato, não é –, mas porque não importa. No processo de construção do conhecimento, a cultura basta por si.
Para se aprofundar no assunto:
“Paideia: a formação do homem grego”
W Jaeger, A Parreira – 1986 – Martins Fontes
Art Studio #3
setembro 5, 2008 § Deixe um comentário
Já comprou a Zupi #10?
setembro 5, 2008 § Deixe um comentário
A Zupi é sempre inspiração de alguma forma. A gente se identifica com algumas imagens, que nos estimulam a produzir outras. Ou então, conhecendo o trabalho de alguém que seja diverso do nosso, podemos descobrir um novo estilo próprio.
Às vezes, as imagens não empolgam tanto, mas ler as entrevistas e artigos e descobrir um pouco mais sobre a vida do artista e sua forma de trabalhar dá uma visão muito mais rica sobre seu trabalho, que se torna interessante agora não tanto pelo resultado visual – que pode depender de alguma identificação entre o leitor e o artista – mas por ser resultado de um processo. E é interessante conhecer os “processos” dos outros.
Foi o que aconteceu comigo e a Zupi #10. Tem a expressão corporal de Monica Rizzolli, as meninas meio alienígenas e roupas renascentistas do inglês Ray Caesar, a agência ag_407 e sua decoração urbana rústica (caixotes de feira no lugar de armários, lambe-lambes e grafitis nas paredes), Fabio Kahn e seu ensaio fotográfico do Egito, um ensaio de moda meio bizarro e mais Amy Sol, Ian Strawn e Bruno 9li.
Joshua Hoffine
setembro 1, 2008 § 3 Comentários
São os medos comuns, universais e arquetípicos, o principal foco do trabalho de Joshua Hoffine, americano formado em literatura inglesa que iniciou sua carreira como fotógrafo de casamentos e hoje se dedica à fotografia de horror.
O primeiro resultado desse trabalho é a série “After dark, my sweet”, que aborda o imaginário infantil dos contos de fada e usa o horror para explorar e provocar sensações.
Segundo ele mesmo, as fotos são feitas sem uso de photoshop (salvo ajustes de cor e contraste para impressão), os modelos são amigos e família e todos fazem isso por diversão.
Já trabalhando na segunda parte da série e com outros projetos dessa linha no papel, o artista deve ganhar fãs tanto no universo do horror, recriando medos comuns ao transformar sensações em imagens, quanto nos círculos dos admiradores da produção visual de qualquer tipo.
Leia a entrevista no Speculum.
Veja toda a série “After dark, my sweet“: http://www.joshuahoffine.com
