Mudamos!
outubro 16, 2010 § Deixe um comentário
O Arteando está em novo endereço:
Agradeço ao WordPress por nos hospedar e fornecer tão bons serviços em todo esse tempo. Agora estamos com casa própria! Até lá!
Curso de história da arte na Pinacoteca/2010
outubro 15, 2010 § Deixe um comentário
Ótima oportunidade para quem se interessa por história da arte e arte brasileira!
No próximo sábado (16/10) começa uma série de apresentações de dissertações de pesquisadores em História da Arte focadas em artistas que têm obras expostas na Pinacoteca.
A iniciativa é interessante não só para a divulgação do tema em si, como forma de aproximar o público da arte e incentivar a sua compreensão, mas também trazê-lo de dentro do mundo acadêmico para esse público. Isto é, sair do ambiente fechado e isolado nos campi das universidades públicas, frequentados por uma minoria, para aqueles que não fazem parte desse mundo das pesquisas acadêmicas.
A participação é gratuita e o programa você pode conferir a seguir.
Atenção! As informações são de responsabilidade e tutela da Pinacoteca do Estado de SP. Este blog apenas divulga as oportunidades de estudo de história da arte. =)
Exposição “Corinthians, 100 fotos”
setembro 7, 2010 § 1 comentário
Corinthians, 100 fotos
Exposição
Panteão de Roma
agosto 26, 2010 § Deixe um comentário
O Panteão é um dos cartões-postais de Roma e, assim como aquele cidade inteira, carrega um bocado de história.
A costrução deste edifício notável data de 27 a.C. e é obra de Marco Agrippa, cônsul da república e braço direito e genro do imperador Augusto. Isso quem nos diz é a inscrição na frente do pórtico:
M.AGRIPPA.L.F.COS.TERTIVM.FECIT
(“Marcus Agrippa, filho de Lucius, cônsul pela terceira vez, fez”)
Sabe-se que o terceiro consulado de Agrippa foi em 27 a.C., e são esses pequenos detalhes que muitas vezes datam a História. Cônsul é o título mais alto da república romana.
O Panteão ficou quase destruído depois de um incêndio em 80 d.C. Na época, foi restaurado por Domiziano, mas entre 118 e 128 d.C. foi quase totalmente refeito pelo imperador Adriano, com significativas alterações no projeto original de Agrippa e ficando com a forma que o conhecemos hoje.
Também outro passou a ser o destino do edifício. O nome “Panteão” significa “templo de todas as divindades”, mas este é um nome que podemos aplicar ao Panteão de Adriano. Sabemos que o edifício de Agrippa não era chamado assim e se destinava a uma espécie de culto imperial em homenagem à família de Augusto.
Mais tarde, já no Renascimento, passou a abrigar também a sepultura de alguns (pouquíssimos) personagens ilustres. O mais famoso deles é, sem dúvida, do pintor renascentista Rafael. Além dele estão o pintor Annibale Carraci, o arquiteto Baldassare Peruzzi e o músico Arcangelo Corellli.
O estato de conservação do Panteão é impecável, e não foi por acaso que o edifício sobreviveu inteiro a séculos de guerras e invasões: teve a sorte – ao menos do ponto de vista histórico – de tornar-se uma igreja católica muito cedo. Em 608 d.C., Focas, o imperador romano do Oriente, em troca do reconhecimento dos seus atos doa o Panteão à Igreja Católica, que o transforma na igreja Santa Maria dos Mártires.
Ao vivo, num primeiro momento o Panteão parece menor do que a imagem monumental que temos só por foto. Mas logo em seguida, o sentimento é de admiração e incredulidade. É verdade que a chuva não entra por esse buraco no teto? Alguns dizem que sim, se a chuva for fraca; outros dizem que é só impressão. O importante é, diante de tantas construções grandiosas que já conhecemos, imaginar como seria se esta fosse uma das únicas, talvez a única, como era para os antigos romanos. Mais ainda é perceber que, mesmo depois de construirmos e conhecermos centenas delas, essa continua imponente.

Fonte: Arte e archeologia del mondo romano. M. Torelli / M. Menichetti / G.L. Grassigli. Milano, Longanesi, 2008
Curso gratuito de história da arte na Pinacoteca
setembro 25, 2009 § 13 Comentários
*** ATENÇÃO: Os cursos divulgados aqui não têm qualquer relação com a autora deste blog. Eventuais informações devem ser solicitadas diretamente às instituições que ministram os cursos. ***
Não podia deixar de divulgar!
A Pinacoteca vai oferecer um curso de história da arte contemporânea que começa no próximo dia 10 de outubro. Serão 6 aulas, aos sábados, e o curso será gratuito, portanto, corra. As vagas são limitadas.
Clique na imagem abaixo para as informações completas:
Este blog não está esquecido.
setembro 1, 2009 § 2 Comentários
Apenas aguardando a minha nova vida florentina se estabilizar. Coisa boa pra escrever é o que não falta! Aguardemmm…
Onde blogs e books não se enfrentam
junho 2, 2009 § 3 Comentários
Blooks – Tribos e Letras na Rede é uma exposição para amantes da comunicação e das revoluções tecnológicas que transformaram suas possibilidades. Pode ser também para os amantes da literatura e da poesia, mas isso me parece ter importância secundária.
A internet, a democrática internet, que já derrubou tantas barreiras (culturais, físicas, espaciais), cada dia mais invade as outras mídias e é invadida por elas, para o deleite dos comunicadores que não têm medo de aonde vai dar tudo isso e do quanto teremos que nos adaptar, aprender, mudar hábitos.
Essas inversões ficam evidentes no pequeno espaço da exposição, onde palavras e vozes são a atração principal e convidam o espectador a procurar os sites, blogs e fotologs após a visita. Além do site da própria Blooks, que traz mais conteúdo literário, mais informação e o mais legal: os vídeos das oficinas, mesas redondas e apresentações.
Com tanta contemporaneidade, não deu para entender por que tão pouco espaço para um assunto que pode ser tão explorado. Talvez a palavra falada (dos debates etc.) tenha sido prioridade. Ou talvez aquela resistência ao novo ainda tenha lá suas forças. Vejamos como será daqui pra frente.
Blooks – Tribos e Letras na Rede
7 de maio a 28 de junho de 2009
3a a 6a, das 13h às 21h30
sáb/dom/feriados, das 10h às 18h30
Sesc Pinheiros (2o andar)
R. Paes Leme, 195
Visite: http://blooks.net.br/
Virada Cultural 2009
maio 3, 2009 § 2 Comentários
Quando me perguntam o que eu mais gosto em São Paulo, é difícil escolher uma coisa só. Mas a primeira que vem à cabeça, pela carga emocional que carrega, sem dúvida é o cenário artístico-cultural.
A Virada Cultural foi uma belíssima ideia: organizar uma programação cultural de 24 horas ininterruptas, pela cidade toda, unindo todos centros culturais, concentrando os shows (que acabam sendo a principal atração) no centro velho da cidade -lindo e decadente-, isso é que é democratizar a cultura.
Estou vendo pela internet, ao vivo em streaming, o show do Zeca Baleiro no palco São João. Na plateia, prestigiando o artista, outra artista, Zelia Duncan. No conforto do meu lar, consigo ver tudo. Claro que não substitui o bom e velho som ao vivo, mas tudo tem seus prós e contras: ontem fui ao mesmo palco São João, ver Jon Lord, tecladista do Deep Purple, tocando com uma orquestra, e no fim só consegui ouvir. Além do espaço muito estreito, montaram um corredor para o staff dividindo a avenida da praça, e quem quisesse ficar na linha do palco tinha que dar uma volta enorme e atravessar a muvuca. Desencanei e fiquei onde dava para ouvir melhor. Show.
Shows de qualidade, outros nem tanto. Depois de Jon Lord, fui à República, assim como a rockeirada em peso, mas a banda não encantou. Conseguimos o mapa com a programação na base móvel da polícia e fomos para o Vale do Anhangabaú ver a Sopro Cia. de Dança, com dança moderna (ou seria contemporânea?), ao som de uma valsa de Tchaikosvky. Lindo. Ah, tinha bastante banheiro disponível.
Galera jovem, tiozões, tiazonas, tiazinhas, famílias pai-mãe-filho-filha, rockeiros, góticos, punks, travestis, reggaeiros, rodas de amigos, casais, gente sozinha, todo tipo de gente e todo mundo junto, por toda a parte. O comércio estava todo aberto, comi um pastel na praça Julio Mesquita e depois dei uma passada na Galeria Olido. A frente do Teatro Municipal estava linda e lotada para os show que iam acontecer lá dentro.
A transmissão ao vivo pelo site da TV Cultura está ótima também. Eu amo a virada cultural, amo São Paulo e amo a internet! Programa obrigatório todo ano, porque vale a pena.
O Caderno da Morte, no CCSP
abril 10, 2009 § 6 Comentários
“Aquele cujo nome for escrito no caderno morrerá”: é a primeira e principal regra do caderno encontrado pelo estudante Raito. O caderno pertence a um Shinigami, um Deus da Morte, e Raito vê aí uma oportunidade de transformar o mundo fazendo a própria justiça, e logo as coisas começam a fugir do controle.
Esta é a trama da peça, que tem por base o mangá Death Note, de Tsugumi Ohba e Takeshi Obata.
Um montagem linda e moderna, é como eu descrevo O Caderno da Morte. Usa recursos de vídeo, som e iluminação em perfeita harmonia com o trabalho dos atores, eliminando aquela “afetação” que às vezes caracteriza a interpretação teatral, quando a ação do ator é quase o tempo todo o único recurso e foco de atenção. O som dá o clima e os efeitos ideais, as luzes dinamizam as cenas, os vídeos complementam seus significados.
O elenco merece destaque, em especial o “L” de Miguel Atênsia, que impressiona pela expressividade de alguém entre a plena sanidade e a maluquice, o Shinigami de Bruno Garcia (ótimo!) e a Mira de Thaís Bradengurgo, certamente inspirada nas personagens femininas do animes e trazendo mais a aura japonesa da história.
Tudo isso e uma aventura policial contemporânea tornam o espetáculo muito agradável de assistir, do início ao fim. Só me pergunto como conseguem que produções assim boas custem apenas 5 reais.
O caderno da morte
105min / 14 anos
Cia. Zero Zero – Texto: Bruno Garcia e Cia. Zero Zero – direção: Alice K – elenco: Bruno Garcia, Miguel Atênsia, Rudson Marcello, Thais Brandeburgo e Vinicius Carvalho
24/3 a 30/4
Centro Cultural São Paulo
Terça a quinta, às 21h. Sessão extra dia 30/04 às 19h.
R$5,00





