Laços do Olhar

maio 28, 2008 § 1 comentário

A exposição dedicada ao centenário da imigração japonesa não é apenas para os fãs da cultura nipônica, seus mangás e samurais e como começaram a pipocar na cultura moderna brasileira. Mais que isso, é um convite à reflexão sobre o quanto as duas culturas começaram a se interligar a partir da chegada do primeiro navio repleto de olhos puxados e mentes cheias de esperança de vida nova.

Algumas obras nos dão a sensação de serem 100% japonesas, importadas diretamente de uma decoração ou ritual sagrado exclusivo de lá, como a vestimenta no manequim, as pinturas eróticas em seda e xilogravuras como Guerreiro, de Marten De Vos.

Noutras, a mistura parece proposital, dando para quase enumerar o que é brasileiro e o que japonês (veja o estádio de futebol cujo público se compõe de imagens do imaginário e cultura oriental e ocidental).

Por fim, à primeira vista, algumas delas parecem exemplares típicos de arte brasileira, mas se olharmos por um instante mais, veremos que a imagem retratada (seja uma paisagem ou retrato) tem traços tipicamente orientais – O Homem Amarelo lembra muito (nos traços, cores, enquadramento) A Estudante, ambos de Anita Malfatti.

As variedade das peças também é rica e vai desde o século 19 aos dias atuais, passando pelas principais vertentes artísticas desse período. Impressionismo, artes conceituais, abstracionismos, grafites, ilustrações, poesia concreta, fotografia, escultura, cinema, moda, design. Tem mais.

Só não entendi o que uma obra cuja base está na interação com o espectador, O Bicho da Lygia Clark, estava fazendo imaculada e protegida sob os olhares dos seguranças.

Ainda assim. Três salões e um largo corredor de arte e cultura. Um século de intercâmbio cultural bem selecionado. Esteja você mais interessado na arte ou mais na cultura.

Laços do Olhar
Curadoria de Paulo Herkenhoff
Terça a domingo, das 11h às 20h. Até 10/8.
Instituto Tomie Ohtake
R. Coropés, 88, São Paulo. Tel.: (11) 2245-1900
Grátis

Iron Man (O Homem de Ferro)

maio 21, 2008 § Deixe um comentário

Eu sou daquelas pessoas que não conhecem muito quadrinhos. Até gosto de alguns, mas acabei nunca me “viciando” neles e, pra falar a verdade, tenho um pouco de medo de começar a ler e não conseguir mais parar.

Então quando eu vejo um filme adaptado de quadrinhos, não tenho aquele olhar crítico de analisar o que foi fiel ao original. Foi com esses olhos que eu assisti a O Homem de Ferro. E gostei muito!

Gostei de tudo: do elenco, dos efeitos, da história, do dilema moral, do robozinho de estimação, do clima de quadrinhos. Porque, apesar de não conhecer muito, basta ler algum de qualquer herói da Marvel para perceber esse clima, do enredo aos ângulos de câmera.

O cara é pirado. Como todo playboy com o QI acima da média (o que é raro, mesmo na ficção), faz tudo ao contrário do que se espera dele, cativando a admiração dos mortais – não foi só pela fortuna que se tornou celebridade.

Tony Stark é um nerd que deu certo, pelo menos do ponto de vista da sociedade capitalista: tem fama, mulheres, dinheiro. E é nerd. É um nerd porra-louca, popular. É a personificação do que todo nerd queria ser. Ele tem tudo para ser um dos grandes preferidos deles, os nerds.

Brincadeirinhas à parte, vale a pena ver no cinema! O Jeff Bridges tá ótemo!

Alguém me explica por que algumas camisetas são furadas no meio e outras não?

Zupi #09

maio 21, 2008 § 1 comentário

Atrasado, mas lá vai.

No último dia 13 foi lançada a 9a edição da revista mais querida dos designers – pelo menos os que eu conheço. A Zupi #09 já está nas bancas!

Traz as pinturas orientais-orgânicas de Yusk Imai, a “arte entorpecente” do turco Erkut Terliksiz e o surrealismo pop de Marcos Lopez, com suas fotos marcadas pela sátira e o absurdo. Tem ainda Marcelo Krause, Lucio Parrillo e uma matéria com três artistas de Sand Art: isso mesmo, arte em areia.

E, claro, muito combustível de idéias.

Eu achei esta a capa mais bonita até agora.

Manifestos anti e pró-cotas

maio 15, 2008 § Deixe um comentário

Toda essa discussão em volta do assunto de cotas em universidades, com uma salada de argumentos e farpas dos dois lados, comparações sensacionalistas e exageros, me parece uma ótima desculpa para não falar das verdadeiras soluções para os problemas sociais que existem na nossa educação e nosso mercado de trabalho.

Tanto os “cotistas” quanto os “anti-cotas” têm seus argumentos com boas intenções. Ambos querem tornar o país melhor e mais justo. E, engraçado: todos concordam que não é isso que vai solucionar o nosso problema social. Assim, o que me preocupa é que tanta discussão em cima de uma solução paliativa ganhe o peso de uma solução final.

Eu tenho a minha opinião sobre o assunto, a minha bandeira. Mas não importa se você é contra ou a favor. Importa saber que há mais o que fazer no nosso sistema de educação além desse blablablá. Ponham as cotas, não ponham, mas não esqueçam de fazer o mais importante. Não é por falta de cotas que as crianças chegam ao ensino médio mal sabendo escrever.

Robert Rauschenberg morre aos 82 anos

maio 14, 2008 § Deixe um comentário

O artista foi um dos mais brilhantes da produção artística americana do período pós-Segunda Guerra, contemporêaneo de Jackson Pollock, Willem Kooning e Jasper Johns. Sua produção teve como base os cânones de Duchamp, entre outros, mas foi muito além disso: uniu escultura, pintura, fotografia, tecnologia e artes performáticas, criando uma nova era de experimentação na arte e influenciando artistas posteriores.

Estava programada uma exposição do artista no Instituto Tomie Ohtake, para março do ano que vem. Ela será adiada, mas acontecerá ainda em 2009, de acordo com o Instituto.
Leia a matéria completa aqui (inglês).

“Vesuvius”, de Andy Warhol, irá a leilão

maio 14, 2008 § Deixe um comentário

Trata-se de uma das 18 telas da série dedicada ao vulcão, à época da erupção, na ocasião de uma ida de Warhol a Nápoles.

O preço estimado da obra está entre 700 mil e 1 milhão de euros.

Leia mais aqui.

Aniversário do CCSP

maio 13, 2008 § Deixe um comentário

O Centro Cultural São Paulo preparou uma programação especial para o mês de maio. O motivo é a comemoração de seu aniversário de 26 anos.

Além de apresentações de dança e música, acontecem palestras, workshops, debates, oficinas e exposições, entre outras ações culturais. Confira aqui a programação completa.

Para quem ainda não foi lá, o CCSP é um dos principais pontos de encontro culturais na cidade. Entre suas instalações, há uma biblioteca com uma área separada só para os livros de arte, além da gibiteca Henfil, mesas de xadrez, exibições gratuitas de filmes novos e antigos, espaços para shows, peças de teatro e exposições. O CCSP ainda oferece sempre oficinas e cursos gratuitos para públicos diversos.

Centro Cultural São Paulo

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