Você entende de arte?

março 26, 2008 § 1 comentário

Faça o teste!

http://www.culturageneral.net/pintura/test/index.php

Não vale colar, hein…

O princípio da Renascença: Brunelleschi, Donatello e Masaccio

março 24, 2008 § 6 Comentários

Foi quase um século após a morte de Giotto que os novos preceitos artísticos por ele introduzidos ganharam espaço na Europa, na mão das gerações seguintes de artistas.

Filippo Brunelleschi (1377-1446) foi o primeiro arquiteto dito renascentista. Entre suas principais obras estão a cúpula da Catedral Santa Maria del Fiore e a Capela Pazzi, ambas em Florença. A primeira foi seu primeiro grande feito arquitetônico e diversas curiosidades históricas marcaram sua construção, mas o que deu fama a Brunelleschi foi a nova concepção de espaço que ele aplicou nesse projeto e nos seguintes, além de uma outra concepção de beleza adquirida por meio do estudo dos clássicos gregos e romanos e da natureza.

A nova onda humanista dizia que o indivíduo e o espaço têm tamanhos proporcionais, logo a natureza podia ser representada com exatidão quase científica. Assim fica mais fácil entender as relações de proporção e os desdobramentos que vemos no interior da Capela Pazzi. Assim, Brunelleschi introduziu o estudo perspectivo.

Esse novo método de representação, que incluía a perspectiva e o estudo dos clássicos e da natureza não tardou a impressionar seus contemporâneos. Donatello (1386-1466), escultor e amigo de Brunelleschi, se interessou pelo esquema escultórico greco-romano e aplicou a eles os conceitos humanistas: agora o homem é capaz de dominar a luz pela maneira de esculpir – “reproduzir” a luz. Além disso, a exemplo dos metres clássicos, ele passou a estudar a anatomia humana e atribuir a suas obras uma impressionante dramaticidade (ver S. Jorge, Museo Nazionale del Bargello, Florença; e O Festim de Herodes, relevo na pia batesimal da catedral de Siena).

A arte da perspectiva chegou às telas por meio do pintor Masaccio (1401-1428), que a usou para acentuar a atmosfera desejada em suas obras, especialmente a sensação de convidar o observador a sentir-se mais perto das figuras representadas. Mais ainda, é possível ver dentro do quadro o interior de uma catedral nos moldes daquela de Brunelleschi, como se o quadro fizesse um buraco na parede. Masaccio retomou a expressividade de Giotto: a luz intensificando a idéia de profundidade e o gesto relacionando as figuras entre si.

Esses três mestres florentinos sistematizaram o esquema iniciado por Giotto, influenciados pelo novo pensamento humanista e tornando-se, assim, os primeiros grandes artistas dessa nova era, quando a arte renasceu.

Fonte: A História da Arte, E.H. Gombrich. Ed. LTC.

Juno 1g/dia

março 20, 2008 § Deixe um comentário

JunoMuitas coisas me fazem gostar muito de um filme. Uma delas é quando o filme mexe com o telespectador, seja criando sensações, seja deixando marcas.

Juno é um do segundo tipo. Ele cria sensações também, mas não foi isso que mexeu mais comigo.

Só dando uma geral no óbvio primeiro: o filme aborda os assuntos de uma forma não convencional e tem aquele quê de mostrar que a vida pode ser boa mesmo se as coisas não acontecerem sempre como a gente quer.

Pensando nos padrões americanos de contar histórias no cinema – em que ou tudo é perfeito e algo ameaça a perfeição mas no final os mocinhos vivem felizes para sempre, ou vai para um lado mais escrachado a la Simpsons – a forma como se desenrola a história de Juno é, no mínimo, inusitada.

O que encanta é a forma da Juno encarar a vida. Segundo os “padrões”, a vida dela não é perfeita, ela tem problemas e muitas razões para ser uma garota-problema, mas seu jeito descolado de viver e resolver as coisas na sua cabeça dá uma rasteira naqueles que insistem em achar tudo muito difícil.

A Juno, claro, não existe. Uma garota de 16 anos assim tão descolada, tão madura e ao mesmo tempo consciente da própria imaturidade, tão segura quanto à própria imagem e livre de encanações típicas de adolescente, a Juno não falha em nenhum momento. No fim, é isso que torna a história, sim, um conto de fadas.

E a moral da história é: coloque um pouco de Juno na sua vida. Assista e aprenda com ela.

E não por acaso, eles vivem felizes para sempre.

Pollockeando

março 14, 2008 § Deixe um comentário

www.jacksonpollock.org

Eu Pollockeei. Pollockeie você também!

pollockeando.gif

Led Zeppelin + Nina Persson =

março 13, 2008 § 1 comentário

Em todos os campos da criação, eu acredito que receitas de sucesso não existem. Tudo depende do lugar certo e as pessoas certas na hora certa. Só talento não basta. Na História, às vezes simplesmente não é o momento: as pessoas não estão prontas, a cultura não está pronta. Trabalhos geniais não foram reconhecidos quando lançados, ou simplesmente nunca ganharam fama.

Outros criadores, porém, tiveram seu momento de glória. Alguns mudaram o rumo da história. Da arte, da música, do mundo. E Led Zeppelin foi um deles. A Nina Persson concorda!

Tarsila Viajante

março 12, 2008 § 1 comentário

Acaba neste domingo a exposição Tarsila Viajante, na Pinacoteca.

Nos 80 anos do Manifesto Antropofágico, a curadoria desta exposição sugere novas abordagens e reflexões sobre a obra de Tarsila, um dos principais personagens do movimento modernista brasileiro.

Eu ainda me sinto capacitada para falar alguma coisa sobre a Tarsila, ela teve um momento de revival há pouco tempo que saturou a mídia, mas acima de tudo isso, de gosto pessoal e afins, vale conferir nem que seja pelo aspecto histórico do que significou o modernismo brasileiro na nossa história da arte.

Até 16 de março de 2008
Pinacoteca do Estado de SP
(A Pinacoteca oferece visitas monitoradas para grupos)
Curadoria de Regina Teixeira de Barros e consultoria de Aracy Amaral
Praça da Luz, 2 – fone 11 3324.1000
Terça a domingo, das 10 às 18h
R$4 e R$2
Grátis aos sábados

Os retratos de Lucian Freud

março 7, 2008 § 2 Comentários

lucianfreud.jpgO sobrenome não engana. Sim, ele é neto do Freud mais famoso que se tem notícia. Mas isso não importa.

Lucian Freud é um artista contemporâneo, criador de um trabalho fantástico! Ele faz principalmente retratos, mas com tal perfeição de detalhes e domínio da técnica que não tem como não se impressionar. É curioso como, numa época em que a arte contemporânea se reduz a materiais bizarros em formas sem sentido, a bienais de arte que ninguém entende e artistas cujas obras querem dizer “nada”, obras com características tão oitocentistas têm um aspecto tão moderno.

Bem, é o que dizem.

Ele capta um breve momento do seu modelo. Essa precisão fotográfica, por assim dizer, não se refere à fidelidade à realidade, mas sim ao registro de um instante. Pode ser essa sensibilidade ou a qualidade técnica do manejo de luz, sombra e cor, que exerce sobre o observador uma estranha atração.

Confira você mesmo:
http://www.moma.org/exhibitions/2007/freud/

Será que um dia uma exposição dessas vem para o Brasil?

Por que a gente tem essa necessidade de ver as obras de perto?

(reeditado)

Medalha de ouro para o Louvre

março 5, 2008 § 5 Comentários

Então o Louvre é o museu mais visitado do mundo, hein?

Bom, a gente já imaginava, se considerar que o Louvre é o museu mais famoso também. Se pedirem para pensar num museu fora do país, qual seria o primeiro nome que lhe viria à cabeça? Moma? National Gallery? Galeria degli Uffizi? Claro que não, principalmente para o público leigo.

Ora, a Monalisa está lá. A Vênus de Milo está lá. São os típicos exemplos do que as pessoas conhecem e querem ver. Mas claro que é mais que isso. Lá tem o suficiente para saciar aqueles que se contentam com um único dia de visita (e ver a Monalisa, a Vênus, etc.), para aqueles que conhecem um pouco mais e precisariam de dois dias e para aqueles que sabem que uma visita mais completa requer várias idas à França. O lugar é gigantesco!

Deu na Ilustrada hoje
Os dados a seguir são dessa matéria.

No ano passado, o Louvre recebeu 8,3 milhões de pessoas. Em segundo e terceiro lugar, o Centro Georges Pompidou também em Paris e o Tate Modern em Londres, respectivamente. A título de comparação, eles citam quanto a Pinacoteca teve de visitas em 2006: 430 mil. O MAM de São Paulo, 237 mil.

Os EUA são o país com maior número de museus (são 16). A Inglaterra, com 8, está em segundo.

Esse levantamento foi feito pelo jornal londrino Art Newspaper. Entre os 60 museus mais visitados do mundo, não consta nenhum da América Latina.

Aí eu me pergunto
Será que brasileiro não tem mesmo a cultura de frequentar museu?

Ou será que os nossos museus são inferiores em relação aos outros, no que oferecem a seus visitantes?

Uma coisa é fato: as pessoas não entendem nada sobre arte, e a gente sabe como se torna cansativo e entediante vendo algo que não entendemos – de um texto em árabe a um filme de cinema alternativo. Nada sobre teoria da arte, sobre história, sobre a vida dos artistas e suas conquistas, rupturas, experiências.

Só o que temos em comum com eles, entendidos (artistas, críticos e afins) são as sensações. Qualquer um sabe dizer se gosta ou não de uma obra de arte, se ela lhe causa boas ou más impressões, se acha as cores bonitas, se teria aquele quadro na parede da sala. E só.

Logo, visitar um museu sem entender nada se torna chato em pouco tempo.

Mais uma prova de que o ensino de arte no Brasil precisa de – muita – atenção.

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