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27
Nov
12

Workshop Básico de Fotografia em Estúdio

Em um curso totalmente prático o aluno aprenderá rapidamente os conceitos básicos de iluminação em estúdio tanto para a produção de books e retratos como para a fotografia de produtos.

Após o término do curso o aluno passará a usufruir do desconto de 20% na locação de nosso estúdio pelo período de seis meses.

Duração: Início no dia 06 de dezembro de 2012 com carga de 12 horas em 04 aulas (Das 18:30h às 21:30h às terças e quintas)

Valor do Investimento: R$360,00

Outras informações e reservas: (11) 4063-1628 ou (11) 97125-3019

 

08
Ago
12

Pintando com Luz

A foto abaixo foi feita em uma aldeia Xavante próxima a Serra do Roncador no norte do Mato Grosso.  Diariamente, após o por do sol, os homens da aldeia se reúnem no pátio central para discutir os últimos acontecimentos e as questões relacionadas à comunidade. Essa reunião chamada de “Warã” também acontece pouco antes do nascer do sol para definir as atividades do dia.

Eventualmente a Warã é seguida de uma roda de canto com a participação também das mulheres, adolescentes e crianças. Como tudo na cultura Xavante a dança é uma experiência forte e registrar a sua intensidade foi um desafio.

Tecnicamente as condições eram bem desfavoráveis: O sol já havia se posto, não havia luar, nem outra fonte de iluminação alternativa por perto. A dança é realizada em total escuridão em um espaço amplo e vazio.

Utilizar um flash estava completamente fora de questão: Sua luz iria incomodar os participantes e interferir de forma negativa na cena, além de provavelmente gerar um efeito duro e pouco natural.

A saída foi utilizar uma técnica conhecida como “Light Painting” que pode ser traduzida como “Pintar com Luz”. Para isso foi utilizado um tripé (aquele acessório grande e trambolhudo que muitas vezes a gente tem preguiça de carregar, mas que salva o dia mais do que se imagina), uma objetiva fixa de 20mm e uma pequena lanterna de mão.

Os índios estão acostumados com o uso de lanternas então a sua luz não era um incomodo. Deixei a câmera posicionada no tripé com o foco manual já pré estabelecido e fui participar da dança para ajudar a quebrar o gelo. Durante uma pausa aproveitei para sair da roda deixando um espaço aberto em frente a câmera de modo que fosse possível mostrar o seu interior oferecendo uma sensação de maior intimidade ao espectador.

A opção por uma exposição bem longa foi para garantir o registro das estrelas e das nuvens no céu que reforçam a dramaticidade e intensidade da imagem. Com movimentos rápidos feitos com a lanterna apontada para os participantes da roda durante uns 4 ou 6 segundos foi possível garantir o registro das pessoas de forma razoavelmente nítida.

A imagem da roda foi registrada nesses poucos segundos de exposição à luz da lanterna. O restante do tempo serviu para registrar o céu enquanto a roda permanecia na escuridão. Podemos então considerar que há duas exposições nessa imagem: Uma para o céu e outra para as pessoas na roda.

Assim foi possível registrar um momento cotidiano da aldeia com um mínimo de interferência.

A seguir os dados EXIF da imagem:

  • Câmera: Nikon D700
  • Modo: Manual
  • Objetiva: 20mm f2.8
  • Abertura: 2.8
  • Tempo de exposição: 30 segundos
  • Iso: 1250
18
Abr
12

09
Fev
12

A incrível 50mm

As objetivas fotográficas podem ser divididas em dois grandes grupos: As que aproximam os objetos que vemos pelo visor (teles) e as que afastam os objetos vistos (angulares). Mas entre um grupo e outro existe uma objetiva com características únicas: Ela não afasta, nem aproxima as imagens. E como necessita de poucas correções óticas tem uma construção simples, barata e clara. Chamamos essa objetiva de “Normal”.

Mas antes de falarmos das objetivas Normais vamos esclarecer um ponto que costuma gerar algumas confusões: A forma como uma objetiva se comporta está diretamente relacionada ao tamanho do sensor da câmera onde ela é utilizada. Sensores menores necessitam de uma distância focal menor e em sensores maiores é necessária uma distância maior para que a imagem projetada pela objetiva cubra toda a sua área.

Pense em um projetor desses de sala de aula: Se você quiser projetar uma imagem sobre uma tela pequena a distância entre o projetor e a tela não precisa ser muito grande. Mas para projetar a mesma imagem em uma tela maior será necessária uma distância maior não é mesmo? Pois dentro da câmera acontece a mesma coisa: Imagine o sensor como sendo a tela e o projetor como a objetiva.  A distância entre o projetor e a tela (ou entre a objetiva e o sensor) é o que chamamos de distância focal e em fotografia é expressa em milímetros (mm)

Para câmeras analógicas ou digitais com sensor full frame (FX) a distância focal da lente normal é de 50mm. Para as câmeras SLRs com sensores menores (DX) a normal é a objetiva de 35mm.

Observe no gráfico abaixo que se colocarmos uma objetiva de 50mm (normal para FX) em uma câmera de sensor DX ela passará a se comportar como uma pequena tele (o equivalente a uma tele de 85mm no formato FX)

Mas independente de ser uma 35mm ou uma 50mm a Normal possui características únicas que a tornam extremamente interessantes para qualquer fotógrafo:

Preço: Por possuírem uma fórmula ótica relativamente simples as normais são baratas de serem produzidas. Alguns modelos podem ser encontrados na faixa de 350 Reais, mas isso não significa que sejam objetivas de baixa qualidade.

Luminosidade: Normais são objetivas claras por definição. Simplesmente não existe nenhuma outra objetiva com a mesma claridade na mesma faixa de preço. A maioria das Normais apresenta luminosidade de f: 1.8 ou 1.4 o que as torna fantásticas para fotografar em situações de baixa luminosidade.

Na foto acima grupo de Candomblé fotografado em Itanhaém no litoral sul de São Paulo com uma Nikon F4 e objetiva 50mm f:1.8 série D  utilizando filme Provia 100 da Fuji

 

 

Desfoque: Essa grande abertura encontrada nas Normais também gera um desfoque de fundo extremamente agradável. Os melhores desfoques são proporcionados pelas objetivas que possuem 9 paletas no diafragma ou 7 paletas de bordas curvas (como por exemplo a Nikon série G f:1.4)

Na imagem ao lado a atriz Kátia Mantovani fotografada no interior do Mercado Municipal de São Paulo com uma Nikon D700 e objetiva 50mm f:1.8 série D

Nitidez: A maioria das Normais apresenta excelente nitidez em aberturas médias como f:8 ou 11

 

 

 

 

A igreja de Santo Antônio no centro de Caraguatatuba fotografada ao cair da noite com uma Nikon D700 e objetiva 50mm f1:4 série G

Peso: Normais são lentes pequenas e leves que cabem em qualquer cantinho da sua bolsa de equipamento estando sempre à mão. Isso se você conseguir tirá-la da sua câmera depois de experimentar essas pequenas maravilhas.

26
Out
11

Workshop de fotografia de natureza

Workshop de fotografia de natureza na reserva da Juréia-Itatins no litoral sul de São Paulo com o fotógrafo documentarista Fernando Fernandes.

Praia do Caramboré - Juréia

Praia do Caramboré – Juréia

Além das técnicas de fotografia em si serão abordadas algumas questões voltadas à logística e segurança envolvidas em trabalhos de campo e também métodos para a construção de armadilhas fotográficas.

O Workshop terá duração de um final de semana e será realizado nos dias 06 (translado) 07 e 08 de abril de 2012. Caso as condições climáticas estejam ruins o workshop será adiado para o final de semana seguinte.

Estão inclusos no pacote o transporte e o alojamento. Também é possível a participação de acompanhantes que queiram ir conhecer a reserva, mas sem participar das atividades do workshop. Os acompanhantes poderão realizar atividades opcionais como passeios de barco pelo Rio Una ou monitoramento ambiental.

Outras informações e reservas pelo telefone (11) 4063-1628 ou pelo mail: contato@lunapress.com.br

27
Jul
11

Como montar um orçamento fotográfico

Uma das dúvidas mais freqüentes para quem está começando a encarar a fotografia como uma profissão é como cobrar pelo seu trabalho. Afinal de contas quanto vale o trabalho de um fotógrafo?

Um dos caminhos mais usuais para se estabelecer um valor de trabalho é simplesmente dar uma olhada nos preços praticados pela concorrência e diminuir um pouquinho esse valor na intenção de torná-lo mais atrativo para o cliente. Isso acaba acarretando uma “guerra para baixo” que prejudica a todos. Ok… Uma das funções da concorrência é justamente criar um patamar de preços, mas o ideal é que isso seja feito através da eficiência e não no corte indiscriminado dos lucros, pois o resultado disso é apenas um: Tem muito fotógrafo por aí pagando para trabalhar…

Então como elaborar um orçamento realista? O primeiro passo para saber quanto cobrar pelo trabalho é saber quanto custa esse trabalho para você. Então mãos à obra para determinar quanto você gasta por mês para poder trabalhar:

Custos fixos e custos variáveis:

Podemos agrupar nossos custos em dois grandes blocos: Fixos e variáveis. No primeiro grupo estão aqueles que você tem que desembolsar todo mês independente do volume do seu trabalho. Alguns exemplos:

– Aluguel (Se você tem um estúdio ou escritório)

– Internet

– INSS (Contribuição Previdenciária)

– Tarifas bancárias

-Seguros (Imóvel, veículo e equipamento)

– Faxineira

Já os custos variáveis são aqueles que são alterados pelo volume de trabalho, como por exemplo:

– Energia Elétrica

– Telefonia

– Combustível (Se você utiliza seu veículo para atender seus clientes)

– Manutenção

– Insumos (papel para impressora, fundos fotográficos, etc.)

– Impostos (ISS, imposto de renda, etc.)

Para estabelecer e conhecer de forma realista os seus custos é preciso ter a disciplina de criar um livro caixa e anotar religiosamente os seus gastos. Isso não é uma coisa complicada: Para começar basta uma simples planilha eletrônica, que geralmente pode ser importada ou incorporada para um programa mais complexo, caso você venha a adotar algum no futuro.

O ideal é que você avalie os seus custos ao longo do ciclo de um ano para estabelecer uma projeção realista. Mas um período de 3 meses  já nos dá uma idéia razoável de quanto custa nosso trabalho.

De posse desses dados o passo seguinte é estabelecer o impacto dos custos fixos sobre o seu trabalho. Isso é simples: Basta somar o valor dos seus custos fixos mensais e dividir pelas suas horas de trabalho.

Por exemplo: Se você trabalhar 08 horas por dia durante 22 dias por mês então você trabalha 176 horas mensais. Se os seus custos fixos são de, por exemplo, R$ 3000,00 então o peso desses custos está em torno de R$ 17,00 por hora de trabalho.

08 x 22 = 176

3000 / 176 = 17

Já os custos variáveis precisam de um universo de dados um pouco maior para serem estabelecidos. Mas vamos supor que em 3 meses você realizou um total de 36 trabalhos (numa média de 3 por semana ou 12 por mês) e que esses trabalhos geraram um custo de R$ 1500,00/ mês

Então cada trabalho custou:

1500 / 12 = 125

Cada um dos 12 trabalhos mensais realizados então acrescentou um valor de R$ 125,00 aos seus custos. Como você passa 176 horas por mês a disposição desses trabalhos (atendendo ligações, preparando orçamentos, enviando e-mails, negociando com os clientes, etc…) então você pode diluir esse valor ao longo de todas as suas horas de trabalho:

1500 / 176 = 8,50 (valor arredondado)

Assim somando os seus custos fixos (17) e variáveis (8,50) então a sua hora de trabalho custa R$ 25,50 Em outras palavras é isso o que custa para você trabalhar por hora.

Perceba que:

– Os seus custos fixos diminuem quando você aumenta o número de trabalhos.

– Os seus custos variáveis aumentam com o aumento do número de trabalhos.

Para elaborar um orçamento é necessário calcular quantas das suas horas de trabalho serão destinadas a ele. Inclusive aquelas indiretamente relacionadas. No caso do nosso exemplo, supondo que todos os trabalhos fossem rigorosamente iguais (Por exemplo: Books fotográficos) cada um iria consumir 4,8 horas de trabalho.

Portanto o custo de cada um seria de:

25,50 x 4,8 = 122,40

Mas como muitas vezes os trabalhos envolvem cargas horárias diferentes é importante ter o valor da hora de trabalho sempre em mente para elaborar os orçamentos.

Estabelecidos os custos é hora de estabelecer os lucros:

Se você cobrar, por exemplo, R$ 350,00 para produzir um book então o seu lucro será de:

350 – 122,40 = 227,60

Os 12 trabalhos mensais que você realiza lhe proporcionam então um “salário” de R$ 2731,20 já descontados os impostos que foram diluídos como custos.

Custos dos quais muitas vezes nos esquecemos:

Na hora de estabelecer os seus custos é preciso considerar alguns fatores que muitas vezes nos esquecemos:

  1. Depreciação do equipamento: Câmeras digitais sofrem uma depreciação muito grande e tem uma vida útil relativamente curta. É preciso levar isso em consideração.
  2. Férias: Se você trabalha como autônomo e pretende descansar em algum momento é bom lembrar de computar isso como custo.
  3. 13° Salário: O mesmo princípio das férias deve ser aplicado a esse item. Assim se os seus rendimentos são de R$ 2731,20 a cada um dos 12 meses do ano você deve imbutir R$ 227,60 como custo fixo referente ao seu 13º. Isso não é luxo, principalmente se você se lembrar das contas extras que ocorrem em todo começo de ano como IPVA e IPTU.
  4. Cursos de atualização e formação. A finalidade deles é que você atenda cada vez melhor o seu cliente, então é justo dividir a conta com ele não é mesmo?
  5. Plano de saúde: Você trabalha doente?
  6. Caixa reserva para eventualidades: Uma coisa é certa: Merda sempre acontece!
17
Jun
11

Fotografia Digital Profissional no SENAC

Um convite especial para os meus ex-alunos da região de Jundiaí: Atendendo a pedidos estamos iniciando a primeira turma do curso de fotografia profissional no SENAC. Venham participar e conhecer o nosso estúdio novinho em folha!

14
Jun
11

Contatos com a arte no mam

08
Jun
11

curso básico de iluminação de estúdio

03
Jun
11

oficina com nair benedicto no mam




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Sobre o Autor:

Fotojornalista com trabalhos publicados em alguns dos principais jornais e revistas nacionais, tais como Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo, O Globo, Istoé, entre outros.

Atualmente dirige a Agência Fotográfica Lunapress e também é docente do SENAC lecionando fotografia na unidade Jundiaí.

Colabora com diversos bancos de imagens internacionais com destaque para a iStockphotos e a Getty Image para os quais fornece principalmente imagens sobre a América Latina.

Fotografou para diversos veículos institucionais e é responsável pelo desenvolvimento da tecnologia de fotografia em “hight-speed” adotada pela Faculdade de Engenharia de Minas da USP para registrar o comportamento de partículas em reatores de flotação.

Imagens da América do Sul

Imagens do Brasil


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