
Consciência: um estado de alerta cognitivo no qual você tem conhecimento de si próprio e da situação.
Tinha tudo para ser PERFEITO. Começou com as pessoas se reunindo para o tradicional “Esquenta” no RubiBAR. No cardápio, catuaba e amendoins. Lá estava Simy e Silvú (de sP), Rubis, Nilox, Thaís, Michelle, Tiago e Juliana. O Forza me ligou da Assis Brasil e aproveitando que fui buscá-lo, passei na casa da Aline Miau e a busquei também.
Ficamos na maior confraternização, vendo o DVD da Trancendence, fazendo sandwitches na cozinha, e na sala, onde agora o ambiente está mais psy do que nunca com a nova iluminação de “Luz Negra” e luminária de Estrela colorida…
A Silvú e a Simy declinaram de ir na festa, e a PsyTrance Nation de “fé” alegremente se mandou para a Celebração Coletiva do Ser, pontualmente “mais ou menos” as 4 da manhã.
Seguindo o mapa não nos perdemos! Foi bem legal ir devagar, curtindo mais uma catuaba e serpenteando na pista. Começou a chover… “Viva!!!” – a galera urrou!!! Horas depois (menos verdade, uns 40 minutos só…) chegamos!
O lugar parecia ser muito bonito, mas pela escuridão não dava para ver nada. O frio estava grande. Fomos nos aproximando da pista quando ouço: “Rubiiiis!!!” e a Jú pula no meu pescoço. E a partir daí as silhuetas foram revelando amigos e conhecidos… Fui para o Chill Out e lá vi a dupla dinâmica Márcio e Deb.
Estava frio. Muito frio. Começou a garoar forte. Todos entraram para debaixo da lona, mas em volta da área coberta havia um cercado de arame que me deu uma impressão de curral. Limites em uma festa “open-air”??? Ai, ai, ai… – lastimei…
Fui conversar com o Forza. Resolvemos ir para o carro pegar mais agasalhos, mas lá chegando, caímos no sono. Quando acordei já era dia, aproximadamente as 8 da manhã.
Resolvi que já era hora de soltar os ossos em ritmos rebolex. E foi tuuudo… Vi TODO mundo lá (exceto a Tatá que ainda estava no carro dormindo…) E o meio da galera vejo a Tina. Relembramos de nossa parceria na Chapada ao dançarmos como dançamos lá…
Não vou conseguir descrever tudo o que aconteceu e as pessoas com quem falei, mas posso dizer que dancei muito e interagi com MUITA gente… Era “Rubis pra cá”, “Rubis para lá”, beijinhos e abraços para todo lado, e todos querendo saber a mesma coisa: “Rubis, como foi lá na Trancendence???”
O lugar realmente era muito lindo, ao lado da Lagoa dos Patos e de um grande morro. Amplo estacionamento e a decoração era com uns panos muito lindos pintados pelo Lobatoxx Spiritus. “Quero um para mim, heim Lobato…”
Foi se aproximando a hora do meu Live. Como meu som era mais “viajandão” o ideal era que fosse o fechamento da festa. A Anaí pediu para eu me preparar para entrar as 3 da tarde, e eu fui ligando meu equipamento, carregando os sons no notebook e deixando tudo pronto. Ainda durante o último DJ Set, soltei o DVD da Trancendence que eu fiz e a galera delirou…
Começa o Live do Rubis. Mantras budistas com loops psicodélicos. Sintetizadores distorcidos com filtros ao lado de sons de corais e orquestras. O Live saiu exatamente como eu queria que ele saísse em termos de som. Mas algo começou a acontecer… Meus dedos foram se paralizando… Minha respiração foi ficando lenta… Eu estava… congelando… Nunca senti tanto frio. No começo do Live resolvi tirar o super sobretudo que estava usando, de modo a me sentir mais livre, mas o frio aumentou abruptamente. Literalmente congelei e teria que parar o show se não fosse o bom amigo Forza que percebeu o que eu estava passando e prontamente me deu o seu próprio casaco! Que cara, esse mexicano…
Conclui o LIVE, feliz e realizado, e nem o mal-antendimento dos caras do som que mais uma vez ficaram me mandando terminar logo, ameaçando deligar o som, me deixaram nervoso.
Eu estava lá integro e inteiro. Alerta. Consciente do momento pleno que estava vivenciando, em termos de lugar, música, companhias, e em termos de mim mesmo. E principalmente consciente do maior frio que já havia sentido na vida. Hoje tinha tudo para ser “PERFEITO”. Foi “perfeito”, e mesmo assim não me senti frustado por nada. A perfeição sempre vai estar na próxima festa para mim. Estou consciente disso e de algo mais.
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