Impactos da Covid-19 nos escritórios de advocacia
Passado um ano do início da pandemia que agride nosso planeta, nossa saúde, rotina e economia, podemos comparar e entender como o cenário mudou e muitas companhias tiveram de se reinventar para não afundar em uma crise profunda. Com os escritórios de advocacia não foi diferente. O que antes eram ambientes muitas vezes analógicos, agora são pequenos grupos que mantém a distância devida ou ainda, equipes que adotaram o home office temporariamente ou de forma definitiva.
O fato inegável é que a COVID-19 reduziu as demandas de trabalho, afetando, significativamente, o faturamento dos escritórios. O Centro de Estudos de Sociedades de Advogados (CESA), em parceria com a Associação Brasileira de Law Techs e Legal Techs (AB2L), disponibilizou em 2020 uma pesquisa sobre os impactos causados pela doença dentro dos locais de trabalho dos advogados e advogadas.
Segundo os resultados apresentados, apenas 22% dos escritórios utilizam soluções tecnológicas. Quanto às ferramentas tecnológicas adotadas para tornar o home office viável, a grande maioria dos entrevistados informou que está utilizando dispositivos de vídeo chamadas para reuniões virtuais, seja entre a própria equipe (78%), seja com clientes (76%). Mais da metade (55%) também está utilizando ferramentas de compartilhamento de arquivos.
Neste cenário, é fundamental manter a calma e buscar soluções que facilitem o caminho. Ao mesmo tempo, é preciso valorizar os clientes que já são fiéis ao seu escritório. Enquanto o cenário pandêmico se manter mundialmente, cada gestor deveria utilizar parte do tempo para “organizar a casa” e porque não buscar novos meios tecnológicos para seu escritório. Afinal, quando for retomada a atividade econômica no seu mais forte ritmo, o grupo de colaboradores estará com as ferramentas certas e em condições de focar, essencialmente, no atendimento dos antigos e novos clientes.