signos
I
O primeiro curso de Astrologia que fiz na vida tinha como conteúdo falar de um ou dois signos a cada aula. Isso durou cerca de uns cinco, seis meses. Eu estava querendo aprender mais sobre Astrologia e estava feliz com isso. Não vou mentir que foi muito bom e fértil pra minha imaginação, ainda que hoje eu discorde de algumas associações ali feitas, mas tenho boas memórias desse momento.
Ainda assim eu não estava satisfeita e hoje não sei explicar muito bem, mas havia uma ansiedade minha pairando no ar, e hoje com todas as minhas crenças eu acho que o nome disso era intuição mesmo. Durante o mês de férias deste curso eu continuei pesquisando e estudando sobre, até que encontrei um blog de um astrólogo tradicional que fazia uma associação sobre trânsito X e a queda de reis, algo assim. Era uma previsão. Eu lembro até hoje de pensar: quê? previsão? E aquela ansiedade aumentou, afinal eu estava há meses estudando signos e aparentemente a gente não ia chegar na parte que eu ia prever queda de líderes.
Fui procurar por Astrologia Tradicional. Era esse o nome então. Até que por alguma razão eu resolvi fazer aulas particulares de Fundamentos da Astrologia com a Letícia Helena e nunca, mas nunca vou me esquecer que a aula sobre signos não foi sequer uma aula inteira. Foi parte de uma aula. O que eu precisava aprender sobre signos: que eram doze, divididos entre quatro elementos, que representavam as estações do ano e tinham como qualidade serem secos ou úmidos, quentes ou frios. Havia coisas muito mais importantes e complexas para aprender.
Metodologia essa que eu incorporei futuramente nos meus cursos também, a aula sobre signos sempre foi muito breve. Não que signos não tenham uma vasta possibilidade de abordagem, mas isso é algo que o estudante de astrologia em questão pode ir pesquisando de forma paralela ao longo de seus estudos, enquanto é importante que se conheça conceitos básicos fundamentais sobre Astrologia - que incluem signos - para além de descrições infinitas sobre signos que sempre vão cair num estereótipo de algum personagem das nossas vidas, tipo a pessoa que ouve falar de Escorpião e lembra da mãe escorpiana, ou da ex aquariana e blablablá não sei que tem.
II
Isso não quer dizer que signos não sejam importantes. Pelo contrário. Todo comportamento de um planeta se adapta a condição do signo e isso que é mais encantador. Um ascendente em Peixes não é a mesma coisa que um Marte em Peixes que não é a mesma coisa que um Mercúrio em Peixes, por exemplo. Ainda que todos tenham em comum o signo, a forma como esse planeta vai assumir esse personagem depende de quem ele é.
Pra mim é a mesma coisa que imaginar um ator e um personagem. Se você der um papel de prostituta, por exemplo, para Fernanda Torres, para Déborah Secco e para Taís Araújo, todas irão interpretar esse papel com esmero, penso eu, mas obviamente que cada uma vai interpretar nas suas condições de acordo com o repertório, complexidade, corpo, voz e desenvoltura pessoal. Inclusive há alguns personagens que não caem tão bem em alguns atores e é visível o ‘esforço’ para fazer aquilo acontecer.
Vamos pegar o exemplo do Mercúrio em Peixes. Esse posicionamento faz o Mercúrio ter uma condição de queda, ou seja, ele está debilitado. Isso porque Mercúrio rege Virgem, signo oposto a Peixes, representando a lógica e o raciocínio linear. Em Peixes, ele está no território - ou personagem pra seguir a metáfora - de um símbolo do devaneio, da imaginação e do místico. Então veja bem: Mercúrio não deixa de ser Mercúrio, ele precisa exercer sua função mercurial de comunicação, pensamento, raciocínio, mas ele vai precisar fazer isso incorporando um personagem que não é lógico, racional e linear. Difícil, né? Difícil e desafiador. Melhor ainda: inovador!
As vezes o esforço de fazer acontecer permite com que, por exemplo, esse Mercúrio teste outras formas de se comunicar: se a demanda é comunicação e eu só sei fazer isso de forma “pisciana”, então como posso fazer? No meu caso, eu tenho a resposta: escrevo poesias, tento entender o mundo através de conhecimento místicos, religiosos, oraculares e misteriosos. Só sei me comunicar através da imaginação e tenho bastante preguiça de quem tem apego a uma lógica estritamente linear pra descrever o mundo.
Agora imagina isso acontecendo no seu mapa astral inteiro. Cada planeta vai representar um personagem, um assunto, às vezes até uma área da sua vida e a posição dele por signo nos informa como ele faz isso. A essa altura, se você é esperto, já percebeu que antes de estudar signos, é importante estudar planetas.
III
Porém todavia entretanto vou seguir falando de signos. Porque eu sei que é o que povoa 99% do nosso imaginário em relação a Astrologia, e eu amo demais falar sobre o assunto, mas não da forma como se fala no mais popular.
Como já mencionei em edições anteriores, esse ano estou comemorando aqui comigo mesma - e partilhando com vocês - 10 anos do meu ofício como astróloga e todo mês vou abordar um assunto diferente que fez parte da minha trajetória e compartilhar aqui nas edições + um minicurso para assinantes pagos. Este mês o tema é SIGNOS.
Pra vocês ficarem com vontade, vou pontuar três tópicos que são MUITO relevantes na minha opinião para fazer uma boa interpretação dos signos:
Elementos: Fogo, Terra, Ar e Água. Cada elemento tem uma intenção diferente. O fogo deseja, a terra assegura, o ar pensa e comunica, a água cuida. Começar pelos elementos é uma forma de você entender o que chamamos também de qualidades primitivas, algo bemmmm bobinho que se transforma numa coisa GIGANTE com o seu tempo de prática, sendo assim…
Qualidades Primitivas: quente, úmido, seco e frio. Tem que saber a qual classe os signos pertencem porque, nas suas previsões e leitura de mapa, é o ponto que vai saber responder se aquele assunto é próspero, difícil, desafiador, enfim, uma miríade de possibilidades. Por exemplo, se você me pergunta se o trabalho novo vai prosperar e o planeta em questão é seco e o signo em questão é seco também, a gente pode até afirmar uma prosperidade, mas sob condições bem desafiadoras.
Signo não é constelação, é estação do ano: meu preferido e mais importante ficando por último, claro. Sim, muitos dos signos tem como origem as constelações das estrelas, mas eu pessoalmente acho que mais do que focar na mitologia das estrelas, é lembrar que o signos do zodíaco são tropicais, ou seja, se relacionam com as estações do ano do hemisfério norte. Essa percepção muda tudo, ao meu ver, porque você passa a ver os signos tal qual quem observa as estações do ano. Você entende melhor o signo de Libra, por exemplo, ao lembrar que é um signo do início do outono, então entende essa coisa do belo, mas também melancólico, uma coisa meio outono é sempre igual, as folhas caem no quintal só não cai o meu amor pois não tem jeito é imortal… (Libra > regido por Vênus > amor > Sandy e Jr fizeram uma ref fortíssima a astrologia aqui, bicho).
IV
👨🎓 Convido você para o Workshop sobre Signos, onde irei abordar conceitos básicos fundamentais para entender os signos na Astrologia e abordar cada um dos doze signos do zodíaco numa perspectiva tradicional, porém também lúdica pra você se lembrar da sua mãe ou da sua ex, mas agora com fundamento técnico.
💌 Anota aí: 8 de abril, uma quarta-feira, das 19h às 20h30. Para se inscrever basta ser assinante pago da newsletter que você irá receber o link direto no seu e-mail.
As newsletters desse mês também tratarão dessa temática pra gente ir aquecendo a conversa e servir também como material de apoio. As edições são para os assinantes pagos, porém com prévia para os gratuitos. :)
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um beijo,
Bárbara.




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